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A Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade afirmou que o Governo vai fazer um levantamento dos problemas de habitação na comunidade cigana para tentar solucionar as situações mais críticas.
Na cerimónia de tomada de posse do Conselho Consultivo para a Integração das Comunidades Ciganas, em Lisboa, Catarina Marcelino referiu que a habitação é um dos problemas mais graves e que há pessoas a viver em situações muito degradantes.
«A habitação é um problema nacional, não só para as pessoas ciganas, e queremos muito que todos os portugueses e portuguesas possam ter acesso a uma casa. Acho que é um desejo de qualquer cidadão no nosso País», disse.
A Secretária de Estado acrescentou que, no contexto da comunidade cigana, os problemas graves não estão tão relacionados com a habitação social mas sobretudo com as situações em que não têm acesso a essa habitação e «vivem em condições muito deterioradas».
Procurar soluções
«Há pessoas ciganas a viver em condições muito, muito degradantes. Temos de identificá-las e tentar procurar soluções com os municípios e com a Administração Central», afirmou Catarina Marcelino.
A Secretária de Estado referiu que este é um problema difícil e que não há apenas uma solução mas o Governo está a «tentar encontra soluções para os casos mais graves».
O levantamento que vai ser feito pelo Estado terá por base um trabalho de georreferenciação entretanto realizado e que mostra de que forma a população cigana está dispersa pelo território nacional, e quantas pessoas vivem em cada localidade.
Catarina Marcelino afirmou que esta georreferenciação permitirá «intervir, de uma forma concertada, consolidada e consequente».
«Temos os mapas com os locais e as densidades populacionais e, neste momento, temos um quadro nacional sobre onde estão as pessoas ciganas no País todo. O trabalho não é muito aprofundado, mas, pela primeira vez, conseguimos ter a referenciação do País todo», disse a Secretária de Estado.
Educação e integração profissional
Catarina Marcelino acrescentou que a educação e a integração profissional são outros dois problemas entre a comunidade cigana em Portugal.
A Secretária de Estado afirmou que o Governo vai atuar a dois níveis no caso da educação, através de bolsas de estudo para alunos do ensino superior e pela candidatura a fundos comunitários, para a contratação de 50 mediadores municipais.
Os 50 mediadores vão servir para fazer a relação entre as escolas, a comunidade e as famílias para diminuir o absentismo das crianças ciganas, principalmente das raparigas.
Ao nível da integração profissional, a intenção é fomentar a participação em cursos de formação profissional que tenham dupla certificação: dar as habilitações mínimas para que possam concorrer ao mercado de trabalho, nomeadamente dentro da Administração Pública, e também ao emprego apoiado.
Foto: Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Catarina Marcelino, na cerimónia de tomada de posse do Conselho Consultivo para a Integração das Comunidades Ciganas, Lisboa, 5 julho 2016 (DR)
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