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«Investir na ciência é investir no futuro e, sobretudo, eleger que futuro queremos para Portugal», afirmou o Primeiro-Ministro António Costa na abertura do Encontro Nacional de Ciência 2016, em Lisboa.
O Primeiro-Ministro reafirmou «o compromisso do Governo de retomar a valorização da ciência e da tecnologia, devolvendo a confiança às instituições científicas e de Ensino Superior».
«Queremos recuperar os nossos cientistas e investigadores para a produção de conhecimento em Portugal, e de Portugal para toda a sociedade global», acrescentou.
Cooperação ciência-empresas
António Costa afirmou que «elegemos como um dos eixos centrais da nossa ação a capacitação dos centros científicos e tecnológicos, dotando-os de programas de inovação e investigação mobilizadores».
Esta medida «será desenvolvida em cooperação com o tecido produtivo de modo a alcançar um efetivo compromisso que estimule o emprego científico», acrescentou.
Em setembro, o Governo «dará a conhecer o seu novo programa de estímulo ao emprego científico», anunciou António Costa, acrescentando que «é um programa que visa incentivar a contratação de investigadores doutorados em Portugal e criar condições para a atração de recursos altamente qualificados».
Outro dos objetivos de curto prazo é a «aposta no acesso às cadeias de conhecimento internacional, através de apoios a projetos», afirmou o Primeiro-Ministro.
«Apoiaremos projetos que não só visam o aumento da produção científica e tecnológica de qualidade reconhecida internacional, mas também projetos que promovem a participação das instituições científicas e tecnológicas em programas e redes de investigação e desenvolvimento internacionais», acrescentou.
40% de licenciados até 2020
Referindo a degradação do investimento público em ciência nos últimos anos, o Primeiro-Ministro reiterou o objetivo de atingir até 2020 os 40% de diplomados no Ensino Superior na faixa etária entre os 30 e os 44 anos.
António Costa entregou medalhas de mérito científico a 12 personalidades nacionais de várias áreas científicas: Alírio Rodrigues (engenharia química), Arsélio Pato de Carvalho (neurociências), Carlos Bernardo (engenharia de polímetros), João Lopes Batista (biotecnologia agrícola), João Sentieiro (aplicações de robótica), Luís Reis Torgal (História), Miriam Halpern Pereira (História), Nuno Portas (arquitetura), Odete Santos (investigação médica), Pedro Guedes de Oliveira (engenharia eletrónica) e Teresa Lago (física e astronomia).
Na sessão de abertura estiveram também presentes o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, que discursou, a Secretária de Estado Maria Fernanda Rollo, e o Comissário europeu para a Ciência e Investigação, Carlos Moedas, cuja presença o Primeiro-Ministro saudou.
Foto: Primeiro-Ministro António Costa na abertura do Encontro Nacional de Ciência 2016, Lisboa, 4 julho 2016 (Foto: Mário Cruz/Lusa)
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