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O Ministro do Ambiente afirmou que Coimbra vai ficar «muito mais bem preparada» para cheias com os cinco projetos de intervenção no rio Mondego, que representam um investimento de 16,3 milhões de euros.
Na sessão solene comemorativa do Dia da Cidade de Coimbra, João Pedro Matos Fernandes disse que não há garantia de que as cheias deixem de existir mas os projetos «vão permitir que a região fique muito mais bem preparada para este tipo de fenómenos».
O Ministro referiu que os fenómenos de cheias são resultado «daquilo que são as alterações climáticas» e acrescentou que, em consequência disso, o Governo teve de adaptar-se e transferiu 50 dos 200 milhões previstos para a orla costeira para «as zonas inundáveis».
Matos Fernandes disse que dentro dos projetos nas zonas inundáveis, o do Mondego «é o maior» e aquele em que existe «uma necessidade gritante» de intervenção.
Dois dos cinco projetos em causa são resultado de uma parceria entre a Agência Portuguesa do Ambiente e o município de Coimbra.
Intervenções no Mondego
O Presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, Nuno Lacasta, explicou que uma das intervenções no Mondego passa pelo desassoreamento do rio, em que está previsto dragar sedimentos «na casa dos 700 mil metros cúbicos», numa extensão de três quilómetros, entre o açude-ponte de Coimbra e a ponte Rainha Santa Isabel.
Outra intervenção diz respeito ao reforço das fundações e estabilização dos muros de proteção na margem direita do Mondego, que «estão numa situação de degradação».
Estes dois projetos terão um custo a rondar os 12 milhões de euros. Os fundos comunitários vão suportar 85% da verba.
A Agência Portuguesa do Ambiente vai avançar ainda com outros três projetos: regularização do leito periférico esquerdo, reabilitação e desassoreamento do leito periférico direito e requalificação do leito e dos diques do leito central do Mondego.
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