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2016-07-01 às 11h56

Indústria é essencial para modernizar e tornar competitiva a liderança tecnológica da Europa

Ministro das Finanças, Mário Centeno, na conferência promovida pela CIP sobre o futuro da indústria da Europa, Lisboa, 1 julho 2016

«Esta conferência relança o debate sobre um dos maiores desafios que a Europa atravessa», afirmou o Ministro das Finanças, Mário Centeno, na conferência «O futuro da indústria na Europa», promovida pela Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), em Lisboa.

E acrescentou que esse desafio é «a afirmação da Europa como um espaço de excelência industrial», a par de «um maior equilíbrio da sua estrutura produtiva».

«Estamos confrontados com a necessidade de promover um maior equilíbrio das nossas estruturas produtivas, de forma a torná-las mais resilientes», sublinhou o Ministro.

Indústria moderna e competitiva

«No reequilíbrio das estruturas produtivas, a indústria desempenha um papel numa afirmação de modernização e competitividade, que assegure a liderança tecnológica da Europa e a sua capacidade de afirmação no mundo», referiu ainda o Ministro.

Mário Centeno sublinhou: «É, assim, necessária uma indústria que explore lógicas de especialização inteligente. Uma indústria com empresas ágeis, a funcionar em rede, que usa a informação para fornecer produtos e serviços em mercados globais diversos».

«As instituições europeias estão bem cientes deste desafio e aprovaram, em 2014, uma comunicação sobre o renascimento industrial europeu», lembrou o Ministro.

Aceleração do Portugal 2020

«A agenda económica do Governo português tem bem presente esta necessidade de reforço da base produtiva e de afirmação de um setor industrial forte», afirmou Mário Centeno.

Lembrando que o Governo criou, «logo em dezembro de 2015, a unidade para a capitalização das empresas», o Ministro realçou: «Também promovemos a aceleração da execução dos fundos comunitários (Portugal 2020), para apoiar as empresas».

«O programa de recuperação económica está, assim, em plena execução, e tem sido um instrumento importante para acomodar os efeitos da desaceleração da economia mundial», referiu também.

Programa Nacional de Reformas

«Mas para além da estratégia imediata de relançamento da economia, o Governo aprovou o Programa Nacional de Reformas», afirmou Mário Centeno, acrescentando que «a qualificação dos portugueses, a inovação, a modernização do Estado, a valorização do território e a capitalização das empresas» constituem os seus seis pilares.

Na implementação do Programa Nacional de Reformas, o Ministro referiu o Simplex + «que visa tornar a vida de todos mais fácil». No domínio da inovação, «estamos a implementar um conjunto de novos programas de incentivo a uma maior inovação na economia».

Mário Centeno acrescentou ainda que programas como o Start-Up Portugal «estimulam o empreendedorismo, essencial ao crescimento económico sustentável e à criação de emprego qualificado».

No mesmo sentido, vão também «medidas como o Programa Semente, a rede nacional de incubadoras ou o pacote de apoio ao financiamento do empreendedorismo», referiu o Ministro.

Indústria 4.0

O Programa Indústria 4.0 «para apoiar as empresas para aproveitar as oportunidades de negócio que vão surgir da nova revolução digital» é outro exemplo da dinamização do setor industrial pelo Governo sublinhado por Mário Centeno.

«Estamos também a trabalhar com os privados no reconhecimento das estratégias dos clusters, identificando projetos estruturantes para os principais setores da economia nacional», acrescentou o Ministro.

«O Governo está, assim, a concretizar a agenda económica para garantir um crescimento económico sustentado que coloque o País no caminho do progresso», afirmou Mário Centeno.

E concluiu: «Concretizamos essa agenda em paralelo com a prossecução da consolidação das finanças públicas, procurando, como sempre defendemos, articular essa consolidação com mais crescimento, melhor emprego e maior coesão».

 

Foto: Ministro das Finanças, Mário Centeno, na conferência promovida pela CIP sobre o futuro da indústria da Europa, Lisboa, 1 julho 2016