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2016-06-23 às 20h09

Acesso de todos à ciência é essencial para o desenvolvimento do País

«Não há ciência sem a sua comunicação», afirmou a Secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Fernanda Rollo, no encontro «Comunicação de Ciência», em Lisboa, onde também esteve presente o Secretário de Estado da Cultura, Miguel Honrado.

Sublinhando que o Governo «aposta na promoção de um país com mais formação, ciência, cultura e conhecimento», a Secretária de Estado referiu que esta estratégia «é essencial ao nosso desenvolvimento e à nossa afirmação no plano internacional».

Ciência como via para o desenvolvimento

«Portugal só conseguirá dar uma resposta mais eficaz aos desafios da sociedade contemporânea se garantir a democratização do acesso à ciência, à formação e à cultura», sublinhou Fernanda Rollo.

Referindo que «já não nos serve afirmar que um país sem ciência é um país sem futuro», a Secretária de Estado afirmou: «Não seremos um país de ciência se não formos um país de cultura, se não tivermos instituições científicas e académicas cívica e culturalmente fortes e cientificamente sustentáveis».

«Temos um denominador comum: o conhecimento», realçou Fernanda Rollo, acrescentando que «as comunidades associadas à sua produção, curadoria e comunicação devem, por isso, ter um papel fundamental na divulgação, promoção, valorização e partilha».

Ciência e cultura

«Estamos empenhados numa política que fomente mais ciência, cultura e literacia científica e tecnológica, estimulando a educação das ciências e das tecnologias», afirmou a Secretária de Estado.

Acrescentando que «a realização desse propósito decorre da colaboração do sistema científico nacional, nomeadamente museus, arquivos e bibliotecas da Administração Pública», Fernanda Rollo referiu que ciência e cultura se articulam «de forma muito estreita».

E exemplificou com os repositórios digitais, «plataformas que necessitam de ser revisitadas e readaptadas ao contexto científico, cultural e social atual, constituindo-se, não apenas enquanto meros depósitos de informação, mas assumindo-se cada vez mais enquanto instrumentos de colaboração e de comunicação de ciência para públicos diversificados».

«Este compromisso com a cultura está também plasmado num projeto conjunto de identificação, inventariação, gestão, preservação e divulgação do património científico e tecnológico nacional», disse a Secretária de Estado.

Comunicação, ciência e cidadania

«As atividades de comunicação de ciência são fundamentais à promoção de uma cultura de base científica e tecnológica nacional, ao envolvimento dos cidadãos na ciência e tecnologia e à qualificação da população em geral», afirmou Fernanda Rollo.

«Valorizar a comunicação da ciência significa entendê-la enquanto uma das etapas fundamentais do processo científico, integrada no triângulo produção-gestão-comunicação. Significa também compreender a missão e as fronteiras daquilo que, por um lado, é a divulgação de atividades e resultados, da comunicação de ciência, por outro, e dos mecanismos de extensão, de apropriação e de co-criação da ciência», acrescentou.

«A formação, a especialização e a investigação constitui outro dos pilares para a valorização da comunicação de ciência. Importa, por um lado, aumentar a investigação na própria vertente da comunicação de ciência e, por outro, urge estudar, conhecer e avaliar o impacto das várias iniciativas e medidas», referiu a Secretária de Estado.

E concluiu: «Queremos ampliar a dimensão, o alcance e o impacto da comunicação de ciência e procurar, de forma conjunta, as formas e os métodos mais justos e necessários para o fazer».