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«O futuro da CGD deve passar por diferenciar-se enquanto elemento fundamental do sistema financeiro português, contribuindo para a credibilidade e estabilidade do sistema, através de procedimentos exigentes, de uma prudente avaliação de riscos e da implementação de uma rigorosa política» de observância das normas legais, afirmou o Ministro das Finanças em Lisboa.
Numa conferência de imprensa sobre o futuro da Caixa Geral de Depósitos, Mário Centeno apontou, para alcançar este objetivo, a necessidade de «desenvolver um conjunto de alterações ao nível da governação, plano de capitalização e de negócio», reiterando a importância da CGD «como instituição de referência no sistema financeiro, e parceiro de desenvolvimento na economia».
Estas alterações destinam-se igualmente a «dotar o sistema financeiro das condições para garantir a sua sustentabilidade e solvabilidade e está empenhado no trabalho com as autoridades de supervisão, nacionais e internacionais, assumindo a responsabilidade de garante da estabilidade do sistema financeiro nacional».
Novo modelo de governação
O Ministro afirmou que o novo modelo de governação «deverá garantir uma gestão de risco adequada e a capacidade de concretização dos objetivos definidos, no plano de negócio e de capital».
Assim, a estrutura de governação estará assente num Conselho de Administração, num Conselho Fiscal e numa Comissão de Remunerações.
Os administradores não executivos «contribuirão com a sua experiência nos vários domínios de intervenção da CGD, desde a supervisão, à dimensão de ação internacional ou ao tecido empresarial».
Os administradores executivos «têm experiência e conhecimento no sector bancário, nas várias dimensões de implementação do plano, desde a componente de risco, tecido empresarial ou tecnologia».
Plano sustentável de negócio
Mário Centeno afirmou que a Caixa Geral de Depósitos «deverá desenvolver um plano sustentável de negócio, com base num critério exigente de solvabilidade, com o objetivo de obter resultados líquidos positivos e sólidos de forma sustentada ao longo dos próximos 5 anos», para que possa «assumir-se como um parceiro privilegiado no projeto de desenvolvimento da economia portuguesa».
Referindo que o Governo tem discutido com a Comissão Europeia um plano de negócios e capital que faça a CGD «regressar aos resultados líquidos positivos no futuro próximo e construir uma tendência sólida de crescimento da sua rentabilidade».
«Num horizonte de 5 anos, a CGD deverá ter um retorno de capital do Estado adequado, reduzir o custo de risco de crédito e os custos operacionais e aumentar o seu produto bancário», acrescentou.
As necessidades de capital, destinadas a «fazer face à restruturação da carteira de crédito, ou seja, cobertura de imparidades» e «ao redimensionamento da atividade em Portugal e na área internacional».
Na área internacional a CGD deverá privilegiar «o desenvolvimento da sua atividade em África, constituindo-se como uma ponte para a cooperação e desenvolvimento de relações comerciais entre os países de língua portuguesa».
Cinco linhas estratégicas
O Ministro condensou as linhas gerais da estratégia da Caixa Geral de Depósitos em cinco aspetos:
Foto: Ministro das Finanças, Mário Centeno, e Secretário de Estado Adjunto, do Tesouro e das Finanças, Ricardo Mourinho Félix, na conferência de imprensa sobre a Caixa Geral de Despósitos, Lisboa, 22 junho 2016 (Foto: Mário Cruz/Lusa)
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