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2016-06-15 às 11h36

«A NATO precisa de estabelecer mecanismos que permitam combater a ameaça global proveniente do sul»

Ministro da Defesa Nacional, José Alberto Azeredo Lopes, participa na reunião do Conselho do Atlântico Norte, Bruxelas, 15 junho 2016 (DR)

«A NATO precisa de estabelecer mecanismos que permitam combater a ameaça global proveniente do Sul», afirmou o Ministro da Defesa Nacional, José Alberto Azeredo Lopes, na reunião do Conselho do Atlântico Norte, que decorreu ontem e hoje no quartel-general da NATO, em Bruxelas.

Principais desafios da Aliança

Lembrando que, «desde a Cimeira de Gales, em 2014, a NATO tem vindo a adaptar o seu posicionamento face ao novo e exigente ambiente de segurança», o Ministro acrescentou: «A implementação do plano de ação de prontidão, a adaptação do quadro de ação aos desafios do Sul e as novas medidas de reforço da dissuasão a Leste constituem o centro da nova postura da NATO».

Para preencher estas três principais tarefas do seu novo posicionamento, Azeredo Lopes referiu que «a NATO deve manter suficiente flexibilidade e prontidão para responder aos desafios de segurança que provenham de qualquer frente, numa demonstração forte da coesão e solidariedade entre todos os membros da Aliança».

«A implementação do quadro de ação para fazer face aos desafios que provêm do flanco sul trará à Aliança as ferramentas necessárias para definitivamente os enfrentar», afirmou ainda o Ministro, sublinhando as ameaças do terrorismo transnacional e os atores não-estatais com capacidades comparáveis às de Estados.

Mar e ciberdefesa

«A dimensão marítima é uma das mais importantes neste âmbito», referiu também Azeredo Lopes, reafirmando o compromisso de Portugal no reforço da concretização da estratégia marítima da Aliança Atlântica, em especial através da sua participação na missão da Força Naval de Reação da NATO.

«A ciberdefesa constitui outro dos domínios essenciais para Portugal na consolidação de uma estratégia de dissuasão e defesa da Aliança Atlântica», realçou o Ministro, lembrando «a importância conferida a esta dimensão na agenda da Cimeira de Varsóvia, bem como outras decisões que vieram reforçar o papel deste domínio de ação, hoje reconhecido como novo teatro de operações, na estratégia global da NATO», concluiu.

Portugal e a NATO estão a preparar a transferência da Escola de Comunicações e Sistemas de Informação (ECSI) de Latina, em Itália, para Oeiras, o que colocará o País na vanguarda da formação nos domínios da ciberdefesa. A instalação da ECSI em Oeiras tem um investimento previsto de 25 milhões de euros, já aprovado pela NATO, e deverá estar concluída no primeiro semestre de 2018.

A reunião dos Ministros da Defesa que terminou esta manhã antecede a Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da NATO, que irá ter lugar em Varsóvia nos dias 8 e 9 de julho. Constituiu-se, assim, num momento essencial de preparação das principais decisões que definirão os rumos da Aliança Atlântica para o futuro.

A Cimeira de Varsóvia será a 27.ª desde que a Aliança foi criada em 1949. A última, teve lugar em Gales, no Reino Unido, em 2014.