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2016-06-09 às 22h54

Ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social destaca «desafio duplo» dos jovens no mercado de trabalho

«A integração dos jovens no mercado enfrenta atualmente um desafio duplo. Primeiramente, um elevado nível de desemprego por todo o mundo. E mesmo para aqueles que conseguem trabalho, esta faixa etária está largamente representada nas formas mais precárias: contratos a termo, falso emprego próprio e part time involuntário», afirmou o Ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Na 105.ª Conferência Internacional do Trabalho em Genebra, José António Vieira da Silva, que surgiu ladeado por Linda Kromjong, Secretária-geral da Organização Internacional dos Empregadores, Sharan Burrow, Secretário-geral da Confederação Sindical Internacional, e três jovens empreendedores e ativistas, destacou que «milhões de jovens, em todo o mundo, estão integrados nestas formas atípicas de emprego.

Na sessão «Decent Jobs for Youth», o Ministro referiu que «esta realidade não pode ser encarada como um problema de curta duração».

Problemas para o futuro

«A precariedade, traduzida nestas formas de subemprego, acarreta reais problemas para o futuro da juventude. Ela tem consequências ao nível da proteção social, da estabilidade familiar e da progressão profissional», acrescentou.

O Ministro disse ainda que «esta dimensão do mercado de trabalho passa, por vezes, a ideia errada de que não se deve apostar na educação e na educação superior». «Não há ideia mais errada que esta. A educação e, nomeadamente, uma boa educação associada a uma forte componente profissionalizante é uma das maiores ferramentas para o desenvolvimento da sociedade», afirmou.

Vieira da Silva referiu ser fundamental «uma iniciativa a nível internacional que promova o trabalho digno para a juventude» e deu como como exemplo o trabalho que está a ser feito pela Organização Internacional do Trabalho.

«Uma iniciativa verdadeiramente global, que coloque lado-a-lado, a trabalhar em conjunto, diversas entidades: governos e sociedade civil. É necessário um novo compromisso para preservar o talento dos jovens, garantindo um futuro com trabalho digno para todos. Certamente trabalhos diferentes e novos. Mas sempre trabalhos dignos», concluiu.