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O Governo tem acelerado a execução dos fundos comunitários, criando «apoios públicos que permitam desbloquear as dificuldades de investimento» das empresas e dos empresários, «quer para a economia em geral quer na agricultura em particular», afirmou o Primeiro-Ministro António Costa durante uma visita à Feira Nacional de Agricultura, em Santarém.
«É isso que temos de fazer, e é por isso que é muito importante que haja estabilidade do nosso sistema financeiro, porque parte importante do investimento tem que ser apoiado pelo sistema financeiro», acrescentou.
O Primeiro-Ministro, acompanhado pelo Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Capoulas Santas, assistiu à contratualização do milésimo projeto de apoio ao pequeno investimento agrícola e do 600.º projeto de jovem agricultor, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural.
António Costa afirmou que «há muita iniciativa, muita vontade de investir e muita candidatura para os apoios ao investimento», referindo que desde o início do ano foram contratados cerca de 3100 projetos e está a ser recuperado «muito do atraso que havia na conclusão da apreciação de projetos».
Aprender com a agricultura
O Primeiro-Ministro disse que o País tem que aprender com o trabalho feito na agricultura, setor que investiu na qualificação, na modernização, na inovação, permitindo aumentar valor, a produção e a capacidade de exportação.
A agricultura deixou de ser olhado como algo do passado para se tornar um setor pujante e «cheio de confiança no futuro», com muito investimento a ser feito e as exportações a aumentarem, sublinhou.
Respondendo a uma pergunta de jornalistas sobre as previsões económicas do Banco de Portugal, o Primeiro-Ministro afirmou que «há pessoas que gostam de previsões; eu cá por mim gosto mais de factos».
E apontou «a realidade que vejo aqui, como há três semanas vi na startup em Braga, quando vi ainda há duas semanas contratos de investimento estrangeiro a serem assinados».
Esta realidade mostra vontade de investimento em vários setores da economia, dando confiança de que o País «está a recuperar e vai crescer».
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