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2016-06-06 às 13h03

Ministro dos Negócios Estrangeiros apela a maior coordenação no combate às ameaças marítimas no Golfo da Guiné

Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, durante a reunião do Grupo do G7 dos Amigos do Golfo da Guiné (G7++ FoGG), 6 junho 2016, Lisboa (Foto: João Relvas/Lusa)

O Ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou a importância de aprovar estratégias de combate coordenado às ameaças marítimas no Golfo da Guiné, durante a reunião do Grupo do G7 dos Amigos do Golfo da Guiné (G7++ FoGG), em Lisboa.

«É um apelo para progredirmos na implementação da chamada arquitetura da segurança marítima no Golfo da Guiné», afirmou Augusto Santos Silva, acrescentando que se trata de «desenvolver esforços conjuntos, quer no domínio jurídico quer na capacitação institucional, de modo a combater coordenadamente os tráficos de droga, de pessoas, de armas, a pirataria e a pesca ilegal».

O Ministro referiu também que «a importância geoestratégica e geopolítica do Golfo da Guiné faz-se sentir quer no quadro global, quer especificamente para os interesses portugueses».

Segurança marítima

Augusto Santos Silva realçou que «metade das importações portuguesas de petróleo provém da grande região do Golfo da Guiné» e apontou os dois principais problemas ao desenvolvimento da segurança marítima da região.

«O primeiro é a instabilidade política», disse. «Tem sido feito um esforço nos últimos anos, no conjunto dos países, para aumentar a estabilidade, mas temos todos que reconhecer que as ameaças que enfrentam os estados no Golfo da Guiné são ameaças muito fortes e muito assimétricas».

A segunda dificuldade «está ligada à falta ou à menor capacidade quer das instituições quer do ponto de vista dos aparelhos e forças de segurança», afirmou Santos Silva.

«Por isso é que, além deste esforço que faz no domínio multilateral, no plano bilateral Portugal tem desenvolvido acordos de cooperação para a capacitação das forças de segurança” com alguns países parceiros na região.

 

Foto: Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, durante a reunião do Grupo do G7 dos Amigos do Golfo da Guiné (G7++ FoGG), 6 junho 2016, Lisboa (Foto: João Relvas/Lusa)