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O Ministro das Finanças, Mário Centeno, reforçou a expetativa de que as taxas de crescimento da economia acelerem até ao final do ano de forma a «materializar aquilo que são os desejos de todos e também aquilo que está inscrito no Orçamento do Estado».
«Há uma necessidade de reforçar as expetativas de crescimento para que o investimento se possa materializar», disse o Ministro em Paris, no Fórum da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).
Mário Centeno referiu que «a economia portuguesa sofre nesta fase de alguns eventos externos», como as dificuldades sentidas nos mercados em Angola e no Brasil, mas reiterou a ideia de que «a paciência é a essência para a recuperação económica».
«Trazemos um conjunto de reformas que foram feitas na economia portuguesa, um conjunto de alterações que estão a ser implementadas neste momento, para que todas as instituições envolvidas, concordando com as medidas, adicionem o tal fator de paciência que significa o tempo para que estas medidas se materializem em termos económicos», afirmou.
Mário Centeno referiu também que «a pressão económica e financeira sobre a Europa é muito grande» e acrescentou que é preciso haver um alinhamento «na capacidade de esperar que as medidas surtam os seus efeitos».
Estancar emigração
O Ministro disse ainda que «é necessário retomar o caminho de crescimento da população ativa». «Esse é um aspeto muito importante para a capacidade de recuperação da economia portuguesa», afirmou.
De acordo com os números oficiais, Portugal regista uma redução de população ativa há 17 trimestres consecutivos.
«Ela reduz-se precisamente por via da emigração. É necessário primeiro estancar esses fluxos e isso já está a acontecer», afirmou, lembrando o impacto negativo que a redução tem sobre a conjuntura económica portuguesa.
Mário Centeno referiu também que «no trimestre passado, a evolução da população ativa foi mais alinhada com essa evolução» de recuperação.
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