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Notícias

2016-05-25 às 15h02

Bons resultados e equilíbrio financeiro são compatíveis com as reformas prosseguidas na saúde

Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes

«É possível consolidar as contas públicas sem deixar os portugueses ou os profissionais de saúde para trás. Bons resultados em saúde e equilíbrio financeiro não são incompatíveis com um forte impulso reformista, como o que o Governo tem seguido», afirmou o Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, na comissão de Saúde, na Assembleia da República.

Destacando as três principais metas alcançadas ao fim de seis meses de governação, o Ministro referiu: «Mais acesso aos cuidados de saúde, profissionais melhor remunerados e mais motivados, e as contas do setor em ordem».

«A longo prazo, o objetivo é garantir a sustentabilidade da saúde, sem comprometer o acesso a cuidados primários», acrescentou.

Melhor acesso aos cuidados de saúde

Para dar mais acesso aos cuidados de saúde, «o Governo conferiu prioridade ao Simplex, continuando a simplificar os procedimentos relativos ao acesso e utilização do SNS», afirmou também o Ministro.

«Assim, é criada uma simplificação administrativa no âmbito dos Programas Nacional de Saúde Infantil e Juvenil e Nacional de Vacinação, que pretende aproximar o sistema de saúde aos cidadãos, beneficiando do avanço das tecnologias de informação», composto pelos projetos Nascer Utente, Notícia Nascimento, eBoletim de Saúde Infantil e Juvenil, e eBoletim de Vacinas.

Outra medida importante neste contexto referida por Adalberto Campos Fernandes é a receita sem papel, «para benefício de todos, principalmente dos portadores de doença crónica. A partir de dia 1 de abril passou a ser obrigatória a prescrição exclusiva através de receita eletrónica desmaterializada em todo o SNS».

Mais médicos de família

«Pretendemos dar resposta à escassez de médicos em Portugal a todos os utentes do SNS», afirmou também o Ministro, acrescentando que o Governo quer «prosseguir o objetivo de garantir que todos os portugueses têm um médico de família atribuído».

Para reduzir o número de pessoas sem médico de família, o Governo vai contratar «338 novos médicos especialistas em medicina geral familiar» e «incentivar a contratação de médicos aposentados até à integral cobertura da população, através de equipas de saúde familiar», referiu ainda Adalberto Campos Fernandes.

Contas em dia sem comprometer os cuidados primários

«Sempre afirmamos que a sustentabilidade do SNS é uma prioridade, que há um problema de subfinanciamento da saúde, e que a saúde tem um papel importante no desenvolvimento económico do País», afirmou o Ministro, sublinhando que «ter as contas públicas em ordem é uma prioridade do Governo».

Referindo-se aos resultados de abril da conta do SNS, Adalberto Campos Fernandes acrescentou que estes «indicam um défice de 99,8 milhões de euros, um valor melhor que no mesmo período do ano anterior em 77 milhões de euros».

«Os portugueses podem confiar no SNS», concluiu.