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«Com os refugiados que vão chegar esta semana, Portugal passará provavelmente a ser o segundo país de acolhimento de recolocados a partir da Grécia e da Itália, a seguir à França», afirmou o Ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, na comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, na Assembleia da República.
Referindo-se ao Programa de Recolocação de Refugiados da União Europeia, o Ministro acrescentou: «Infelizmente, o esforço português não é acompanhado no quadro europeu, de forma generalizada».
«Contudo, o País tem mantido uma grande coerência, correspondendo a uma opção solidária da sociedade portuguesa», sublinhou Eduardo Cabrita.
Bom acolhimento passa por parcerias municipais
Após o acordo alcançado em março, pela União Europeia, para a recolocação de refugiados, «tem ocorrido uma alteração de comportamentos, com uma afluência acrescida aos centros de registo», ressalvou o Ministro.
«Desde então, verificou-se uma alteração nos fluxos de chegada de refugiados a Portugal», afirmou ainda Eduardo Cabrita, lembrando que para dia 26 está prevista a chegada de mais 28 imigrantes, e dia 27 chegarão mais 30.
Eduardo Cabrita acrescentou ainda que «a estratégia de acolhimento passa por uma articulação com as autarquias locais, evitando a concentração numa única zona do País».
«Neste momento, os cerca de 300 refugiados que já acolhemos estão distribuídos por 48 municípios, com a maioria a concentrar-se em Lisboa e em Guimarães», referiu também o Ministro.
Prioridades na receção a refugiados
«De entre os objetivos imediatos de apoio à integração dos refugiados, está a adoção de um módulo de ensino do português online, uma ferramenta de aprendizagem complementar às aulas presenciais, e o kit de acolhimento, com todos os direitos e deveres destinados a estes cidadãos», afirmou Eduardo Cabrita.
Questionado sobre a possibilidade da crise dos refugiados colocar em risco a ideia de Europa, o Ministro lembrou que, «quando os portugueses emigravam para procurar novas oportunidades noutros países, eram tão ilegais como os que chegam» e que «a maioria das pessoas procura escapar à guerra».
«O fechar fronteiras ou uma resposta isolada por parte de um Estado-membro é a negação do ideário europeu», concluiu.
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