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2016-05-21 às 13h22

«Mesmo em produções tradicionais, há espaço para a inovação» e criação de valor

Primeiro-Ministro António Costa experimenta uma das bicicletas construídas com componentes produzidos por processos inovadores, Águeda, 21 maio 2016 (Foto: Clara Azevedo)

O Primeiro-Ministro António Costa afirmou que «mesmo em produções tradicionais, há espaço para a inovação, acrescentando valor», na visita à nova unidade de produção robotizada de quadros de bicicletas em alumínio, da empresa Triangle''s, em Águeda.

A Triangle''s tem também a característica de ser um consórcio de três empresas locais que se uniram para fazer um investimento conjunto destinado à exportação. O Primeiro-Ministro disse que esta nova empresa «é um exemplo de que é possível as empresas trabalharem em consórcio.

António Costa experimentou uma bicicleta-protótipo no espaço onde está a ser erguida a nova fábrica, onde a Triangle''s vai fabricar 500 mil unidades anuais destinadas a satisfazer a procura do mercado nacional e a exportar cerca de dois terços da sua produção, quando esta entrar em velocidade de cruzeiro.

Os quadros serão fabricados em linhas automatizadas, com recurso a robôs, para concorrer com os são produzidos manualmente na República Popular da China.

A Triangle''s resulta da parceria entre as empresas Rodi, Miranda & Irmão e Ciclo Fapril, representando um investimento inicial de 12 milhões de euros, a que acrescerão cinco milhões na segunda fase, estando prevista a criação mais de 100 postos de trabalho e o início da atividade fabril ainda este ano.

Sinais de confiança

O Primeiro-Ministro visitou ainda o local onde está a nascer a primeira nave industrial do grupo indiano Sakthi, tendo presidido à assinatura de um contrato de concessão de incentivos entre a Agência para o Investimento e Comércio Externo em Portugal (AICEP) e este consórcio internacional.

A Sakhti vai fazer um investimento de 36,7 milhões de euros para a produção de componentes em ferro para automóveis, que deverá criar 135 postos de trabalho, 40 dos quais altamente qualificados.

A operar em Portugal desde 1998, na Maia, o grupo Sakthi, ao fazer este novo investimento, «não veio ao engano», pois conhece o País, a qualidade dos recursos humanos e as condições económicas.

Dirigindo-se aos responsáveis dos dois projetos empresariais, António Costa afirmou: «Quero agradecer o sinal de confiança que demonstram na nossa economia», sobretudo neste momento em que as perspetivas de crescimento do mercado mundial não são animadoras.

Referindo que «é mais fácil atrair investimento orientado para a exportação, quando a economia mundial está em crescimento», quando ela não cresce, o investimento «exige um esforço maior de todos, procurando mercados alternativos e apostando em novos produtos com mais valor».

As intençõies de investimento em Portugal tên vindo a crescer, havendo cerca de dois mil milhões de euros de projetos de investimento candidatados a fundos comunitários.

 

Foto: Primeiro-Ministro António Costa experimenta uma das bicicletas construídas com componentes produzidos por processos inovadores, Águeda, 21 maio 2016 (Foto: Clara Azevedo)