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2016-05-19 às 18h22

Competitividade depende do valor acrescentado pelo conhecimento, não dos baixos salários

Primeiro-Ministro António Costa e Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, na inauguração do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (I3S) da Universidade do Porto, Porto, 19 maio 2016

O desenvolvimento de Portugal «depende do desenvolvimento da ciência e da capacidade da ciência estimular a criatividade e a inovação porque o País cada vez mais será competitivo não com baixos salários, mas com o valor acrescentado pelo conhecimento», afirmou o Primeiro-Ministro António Costa.

O Primeiro-Ministro intervinha na inauguração do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (I3S) da Universidade do Porto, que foi presidida pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e contou com a presença do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor.

António Costa falava à chegada da inauguração edifício-sede do i3S - Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto, numa cerimónia que conta também com a presença do Presidente da República e do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e da Saúde.

O Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (I3S) resulta da união de três centros científicos da Universidade do Porto – o Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC), o Instituto Nacional de Engenharia Biomédica (INEB) e o Instituto de Patologia e Imunologia Molecular (Ipatimup) –, tornando-se no maior instituto de investigação português na área das Ciências da Saúde.

O Primeiro-Ministro referiu a «capacidade notável de um conjunto de instituições que tiveram que se juntar e perceber que em conjunto podiam fazer mais que cada uma por si», sublinhando que «não é comum em Portugal haver esta vocação das instituições públicas se juntarem».

Motor de progresso

«A aposta no conhecimento é o nosso compromisso para o futuro porque ao apostarmos no conhecimento estamos a estimular o acesso à formação e cultura», afirmou António Costa, recordando os objetivos centrais da política do Governo de aumento das qualificações de nível superior e de reforço do investimento na investigação e desenvolvimento.

«O I3S é um exemplo paradigmático da centralidade da ciência e do conhecimento como motor de progresso e desenvolvimento do País», disse, acrescentando que «vem mostrar que o património do conhecimento científico representa o maior ativo de que a sociedade portuguesa dispõe para responder aos desafios sociais, económicos e ambientais da próxima década».

Por isto, «a comunidade científica é imprescindível para que o País ultrapasse os problemas da próxima década, tanto no que respeita ao desenvolvimento social, económico e cultural, como na capacidade de afirmação internacional», disse o Primeiro-Ministro.

Contratos de trabalho

António Costa anunciou ainda que o Governo abrirá brevemente «negociações com diferentes sindicatos de docentes tendo em vista fomentar o emprego público e substituir, de uma vez por todas, as relações de trabalho financiadas por bolsa por verdadeiros contratos de trabalho» para os investigadores.

Esta medida justifica-se porque a estabilidade e confiança das instituições passa também pela confiança e expetativa daqueles que nelas lá trabalham.

O Primeiro-Ministro afirmou ainda que o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior já iniciou com o conselho de reitores da universidades e de coordenação dos Politécnico negociações para a assinatura de novos contratos de confiança que dêem expetativas de estabilidade nas relações entre o Estado e estas instituições.

 

Foto: Primeiro-Ministro António Costa e Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, na inauguração do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (I3S) da Universidade do Porto, Porto, 19 maio 2016, (Foto: Paulo Vaz Henriques)