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«A aposta no conhecimento é o nosso compromisso para o futuro», afirmou o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, na inauguração do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (I3S), no Porto. A cerimónia foi presidida pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e teve a presença do Primeiro-Ministro António Costa.
Acrescentando que este processo «requer instituições científicas fortes, autónomas e abertas à formação, ao emprego científico, à criatividade e às novas fronteiras do conhecimento», o Ministro referiu que o objetivo é «fazermos face aos desafios da sociedade, financeiros e culturais que emergem em Portugal e na Europa».
«Acreditamos em Portugal, e acreditamos que Portugal se pode afirmar como um país inovador, com mais ciência e mais conhecimento», sublinhou Manuel Heitor.
Valorizar e internacionalizar a ciência
Porém, ressalvou o Ministro, «hoje, depois de ultrapassado um período particularmente instável e penalizador do desenvolvimento científico nacional, sabemos que a valorização e a internacionalização do sistema científico português passa pela consolidação e afirmação internacional das nossas instituições científicas».
«Nestes termos, o exemplo da criação do I3S é a clara demonstração da capacidade instalada e da responsabilização dos nossos investigadores em valorizarem o seu passado e reconhecerem os desafios para o futuro», referiu ainda.
Manuel Heitor afirmou ainda que «o projeto coletivo que o I3S simboliza é um contributo inegável da ciência e dos cientistas portugueses para o futuro de Portugal na Europa e é mais um passo indispensável ao reconhecimento nacional e internacional alcançado na área da ciência e tecnologia».
Desafios ao ensino superior
Referindo dois desafios principais que se colocam hoje ao I3S, em particular, e ao ensino superior em Portugal, no geral, o Ministro afirmou que é necessário:
«Importa persistir num esforço contínuo de apoio à atividade científica, às suas instituições, aos mecanismos de relacionamento e proximidade com a sociedade», acrescentou Manuel Heitor.
E concluiu: «É neste contexto que deve ser relembrado que à medida que se reforça a perceção na Europa de que está a ocorrer uma transição para uma economia baseada no conhecimento, a análise tem mostrado que a complexidade do processo de inovação favorece as sociedades que se organizam em torno de uma cultura de diálogo associada a rotinas de avaliação e abertura de crítica, em desfavor de cientistas ou inventores isolados, mesmo que sejam excecionais».
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