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2016-05-18 às 20h02

Governo quer aumentar aposta no modelo de cooperação triangular

Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Teresa Ribeiro

A Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Teresa Ribeiro, afirmou que é fundamental apostar no modelo de cooperação triangular, que envolve um país beneficiário e outros dois que partilham experiência e custos.

«Estamos profundamente empenhados em desenvolver esta modalidade de ajuda ao desenvolvimento», disse Teresa Ribeiro na abertura de uma reunião internacional sobre Cooperação Triangular em Lisboa.

Para a Secretária de Estado, «os países vão ter de operacionalizar os objetivos do desenvolvimento sustentável adotados em 2015 e ao mesmo tempo mostrar os resultados» das políticas para o desenvolvimento.

«Por outro lado, quer a Agenda 20/30, quer o Plano de Ação de Adis Abeba reconhecem a importância da partilha de esforços, conhecimentos e recursos, numa lógica de parceria», acrescentou.

Modelo em análise

A cooperação portuguesa está em fase de revisão do seu modelo, não só para se alinhar com os objetivos do desenvolvimento sustentável mas também para ajustar a forma de os suportar economicamente.

«Esta também é uma prioridade absolutamente fundamental da cooperação portuguesa. Entendemos que é importante a diversificação das fontes de financiamento», disse Teresa Ribeiro.

A Secretária de Estado afirma que Portugal «está a apostar fortemente na cooperação delegada da EU, nas parcerias multilaterais e na mobilização do setor privado».

Novas parcerias

A Secretária de Estado afirmou que o modelo de cooperação triangular permite que a ajuda portuguesa vá «para geografias nas quais não está», lembrando o memorando de entendimento assinado com o Chile, que pretende promover projetos conjuntos de cooperação com países terceiros, em particular na América Latina e em África.

«Nós temos investido muito, a nível interno, no nosso novo modelo de cooperação relativamente a esta modalidade. Além do Chile, vamos assinar outro com o Uruguai, com a Alemanha e a França», disse.

«Há toda uma diversificação que está a ser feita e que entendemos ser fundamental para fazermos melhor as nossas ações de cooperação», acrescentou.

A aposta no modelo de cooperação triangular está apenas no início, pelo que só agora Portugal começará a explorar hipóteses concretas. «É este o nosso objetivo», afirmou.