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2016-05-16 às 17h21

Ministro da Cultura presidiu à apresentação do estudo sobre os visitantes dos Museus Nacionais

Obra de Domingos Sequeira, das reservas do Museus Nacional de Arte Antiga, Lisboa, 16 maio 2016 (Foto: André Kosters/Lusa)

O Ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, presidiu à apresentação do Estudo de Públicos de Museus Nacionais, o primeiro estudo de públicos dos 14 museus nacionais, que decorreu ao longo de um ano, e cujas primeiras conclusões traçam o perfil médio dos visitantes destes museus, e a avaliação feita aos museus.

«Os elementos recolhidos dão indicações preciosas», afirmou Castro Mendes acrescentando que os resultados do estudo «vão refletir-se nas políticas públicas da cultura nesta área, que serão também articuladas com o turismo», na apresentação do estudo, em Lisboa.

O público - 13 853 visitantes inquiridos - referiu como aspetos positivos o bom acolhimento, a qualidade das exposições, das instalações e da arquitetura dos museus nacionais. Com aspetos negativos, apontou a falta de comunicação nos sites internet, a pouca divulgação nas redes sociais e a reduzida atividade dos serviços educativos.

O Ministro afirmou que os museus nacionais «devem melhorar a informação e comunicação nos sites e nas redes sociais», deve ser apresentada mais informação em francês nos museus, visto que é esta a nacionalidade com maior peso entre os visitantes estrangeiros.

Mulheres jovens e educadas

Os visitantes dos 14 museus nacionais são na maioria jovens, de escolaridade e profissão qualificadas, com predominância feminina (56%) e de estrangeiros, revela o estudo desenvolvido entre dezembro de 2014 e dezembro de 2015, com base nos questionários feitos em português, inglês, francês e espanhol, a que responderam 47% de portugueses e 53% de estrangeiros.

O estudo mostra que o público dos museus nacionais portugueses segue as características já conhecidas dos públicos dos museus de arte.

Quanto aos visitantes portugueses, o estudo indica que o perfil social é relativamente jovem (entre os 35 e os 44 anos), mais escolarizado (67% com estudos superiores) e com predominância nas profissões de especialistas das atividades intelectuais e científicas, e com uma grande representação de trabalhadores por conta de outrem e estudantes.

Indica também que os públicos nacionais têm práticas culturais muito elevadas e que também há uma percentagem elevada de estreantes nos museus nacionais (81%).

47% de portugueses

Quanto à origem geográfica dos visitantes, a nacionalidade portuguesa ascende a 47% do total e, destes, 2% residem no estrangeiro, enquanto dos 53% de estrangeiros, 4% residem em Portugal.

Os públicos nacionais residem maioritariamente na Área Metropolitana de Lisboa, com 56% dos visitantes, onde se encontram 10 dos 14 museus nacionais, concluindo o estudo que, no conjunto dos museus, a proximidade geográfica é o principal fator do volume de visitantes nacionais.

Seguem-se as regiões Centro (20%) e Norte (18%), nas quais se localizam os restantes quatro museus analisados, três na região Centro e um na região Norte.

Os visitantes estrangeiros provêm de cerca de uma centena de países de todos os continentes, sobretudo da Europa (72%), entre os quais se destaca a França (um em cada quatro). Outros países com forte presença são o Brasil, a Espanha, a Itália, o Reino Unido, os EUA, a Alemanha e os Países Baixos.

O Estudo de Públicos de Museus Nacionais - o mais representativo realizado até hoje - foi promovido pela Direção-Geral do Património Cultural com a parceria científica o Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do Instituto Universitário de Lisboa.

O seu objetivo é identificar um perfil global dos públicos dos museus nacionais para apoiar decisões sobre a futura definição de estratégias de captação, fidelização e aumento dos visitantes, e a criação de políticas culturais que melhorem o acesso à cultura, aos museus e às suas coleções.

Numa próxima fase, serão analisados os resultados para cada um dos 14 museus nacionais, igualmente com vista à definição de estratégias de captação, fidelização e aumento dos visitantes.

O estudo teve o apoio mecenático da Fundação Millennium BCP e da Onitelecom.

 

Foto: Obra de Domingos Sequeira, das reservas do Museus Nacional de Arte Antiga, Lisboa, 16 maio 2016 (Foto: André Kosters/Lusa)

Tags: cultura, museus
Áreas:
Cultura