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«O bom crescimento das exportações para a União Europeia demonstra que não há um problema, nem com o setor exportador, nem com as empresas exportadoras» portuguesas, afirmou o Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, num almoço promovido pelo International Club of Portugal, em Lisboa.
O que existe é «um problema de ajustamento a um mercado que está com menor dinamismo, e que assumiu uma importância grande para a economia nacional», acrescentou o Ministro, referindo-se a Angola e, em menor grau, ao Brasil.
O Ministro falava acerca dos dados do comércio internacional de Portugal divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que mostram uma quebra acentuada nas exportações para Angola (-46,4% em março de 2016 do que em março de 2015) e o aumento para os mercados mais concorrenciais da União Europeia e da zona euro (1,3% e 1,6%) - para Espanha as exportações cresceram 2,7% em março.
No conjunto, os dados do INE do primeiro trimestre mostram que as exportações diminuíram 2% e as importações cresceram 1% no primeiro trimestre de 2016, face ao mesmo mês de 2015.
Ajustamento a novos mercados
O Ministro acrescentou ainda que «o mercado angolano vai recuperar» e que «as empresas portuguesas também se estão a ajustar a novos mercados».
«Embora se trate de um processo que terá alguns meses de ajustamento, a meta de crescimento das exportações de 4,9% estabelecida para 2016 será alcançada», sublinhou.
E concluiu: «É possível e vai haver uma recuperação ao longo do ano, mas o efeito negativo que tem a evolução destes mercados já se estava a verificar no final de 2015, será corrigida ao longo de 2016».
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