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O Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Amândio Torres, presidiu à sessão de abertura da 3.ª Conferência Anual da Rede Agro, integrada na Semana da Inovação da Universidade de Lisboa.
«Alterações climáticas e gestão florestal: Desafios e Oportunidades» foi o tema escolhido pelo Secretário de Estado para chamar a atenção para a necessidade de mudar a estratégia nacional no que ao setor florestal diz respeito.
Amândio Torres começou por lembrar a dimensão económica do setor das Florestas, recordando que é dos três setores primários estratégicos para o País, a par da Agricultura e das Pescas, sobretudo no que diz respeito ao «processo nacional de adaptação às alterações climáticas, ou não fossem eles do setor primário, no qual reside a nossa capacidade básica de sobrevivência».
Prevenção
O Secretário de Estado chamou a atenção para a necessidade de prevenir: «é importante que o foco da nossa preocupação assente no princípio da precaução, para que consigamos com antecipação aplicar, às nossas estratégias de desenvolvimento, novas e adequadas práticas na interação com os nossos espaços rurais».
Amândio Torres apontou este dever de precaução como uma questão ética abrangente, pois «este não é apenas um dever, mas sim uma obrigação ética transversal a todos os que operam no setor primário em Portugal, incluindo o Estado».
Sobre o futuro, o Secretário de Estado deixou um forte alerta em matéria de alterações climáticas, reconhecendo que os próximos tempos vão constituir um desafio.
«São efetivamente atividades biológicas fortemente dependentes das condições climáticas e as projeções científicas para a região mediterrânica vaticinam alterações do clima com efeitos muito nefastos para o crescimento vegetativo e animal», sublinhou.
Espécies
Amândio Torres deu nota das alterações de distribuição geográfica da flora florestal previstas, e que deverão afetar as espécies de pinheiro bravo, pinheiro manso, eucalipto, sobreiro, azinheira e carvalho. Estas foram as espécies destacadas, por serem as que mais contribuem para o valor económico do setor.
Com o problema das alterações climáticas em pano de fundo, o Secretário de Estado deixou a nota de que é necessário gerir a floresta com maior acuidade, nomeadamente reforçando os mecanismos de gestão que já existem e criando outros.
«Nesta perspetiva, o Programa do Governo direciona algumas iniciativas para esse objetivo quando prevê apoiar o movimento associativo florestal e redinamizar as Zonas de Intervenção Florestal (ZIF), dando-lhes prioridade na concessão de apoios públicos e, em particular, incentivando o desenvolvimento de outros modelos de exploração florestal, como as Sociedades de Gestão Florestal (SGF) e os Fundos de Investimento Imobiliários Florestais (FIIF)».
O objetivo do Governo é recuperar 150 mil hectares de floresta no espaço de 10 anos.
Foto: Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Amândio Torres
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