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2016-04-29 às 15h14

OCDE apoia medidas para capitalizar empresas sem aumentar o seu endividamento

«Recolhermos uma compreensão e um apoio da OCDE para as medidas que estamos a desenvolver na área da capitalização das empresas», afirmou o Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, após ter-se reunido com o conselho da OCDE, com a economista-chefe, e com o diretor geral desta Organização, em Paris, onde se encontra em visita oficial.

O Ministro acrescentou: «Houve, de facto, algum consenso de que a estratégia do Governo quer responder ao endividamento, um dos principais problemas das empresas portuguesas».

Mais investimento, menos endividamento

«O objetivo das medidas apresentadas é fazer com que Portugal possa ter um novo ciclo de investimento, não só em setores diferentes do passado, mas também um ciclo a que não corresponda um novo endividamento», sublinhou.

Manuel Caldeira Cabral referiu que «o Governo está a apresentar uma política interessante porque faz alterações legislativas e fiscais que apoiam e incentivam as empresas a reforçar os seus capitais reduzindo o endividamento».

«Ao mesmo tempo, cria fundos que as apoiam e que estão em boas condições para investir, para que as empresas tenham acesso a financiamento por entrada de capital, mais do que financiamento por endividamento», acrescentou.

Problemas estruturais da economia

Esta visita oficial do Ministro a França serviu também para «apresentar alguns dos problemas que a nossa economia tem, nomeadamente, em termos de endividamento, défice de educação, e oportunidades para o investimento estrangeiro», afirmou Manuel Caldeira Cabral, acrescentando: «Serviu ainda para apresentar parte de soluções».

«Existe uma boa colaboração entre Portugal e França nas áreas do investimento estrangeiro, exportação e acesso a mercados», sublinhou Manuel Caldeira Cabral, lembrando que «hoje, há uma grande comunidade de portugueses em França que são, não apenas trabalhadores, mas também investidores».

Por este motivo, o Ministro reunir-se-á com o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Franco-Portuguesa, Carlos Vinhas Pereira, «mostrando que o Governo está ao lado destes investidores, quer eles estejam a trabalhar e a investir em França como empresários portugueses radicados em França, quer eles queiram investir para Portugal, criando emprego e encontrando oportunidades de negócio interessantes no País».

Manuel Caldeira Cabral reunir-se-á também com o seu homólogo francês, Emmanuel Macron, para debater o programa de apoio ao empreendedorismo Startup Portugal, já apresentado pelo Governo, em março.