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2016-04-28 às 18h17

F-16 portugueses reforçam policiamento no Báltico

Quatro F-16 e 90 militares da Força Aérea Portuguesa já estão a caminho da Lituânia, onde irão cumprir uma missão de quatro meses, entre 3 de maio e 31 de agosto de 2016, na base aérea de Siauliai, na Lituânia.

Portugal substituirá a Espanha como nação líder da operação e constituirá, em conjunto com o Reino Unido, o 41.º contingente do policiamento aéreo do Báltico da NATO.

Esta é a terceira vez que uma força nacional destacada portuguesa realiza missões de policiamento aéreo nos países bálticos, tendo efetuado missões também em 2007 e 2014.

O destacamento português é constituído por quatro F-16 e 90 militares de diversas especialidades, incluindo 16 do género feminino. O Reino Unido participa com quatro caças Eurofighter Typhoon, da Royal Air Force, apoiando a missão portuguesa a partir da base aérea de Amari.

Os aliados da NATO patrulham o Báltico com quatro meses de rotação, desde a entrada da Estónia, Lituânia e Letónia na NATO, em 2004. A Espanha e a Bélgica foram as nações responsáveis por este tipo de policiamento no início de 2016, transferindo a responsabilidade de policiamento a 3 de maio para Portugal e para o Reino Unido. A Espanha tem, atualmente, empenhados quatro jatos Eurofighter Typhoon, e a Bélgica quatro F-16.

Desde 2004, cerca de 20 países destacaram meios para garantir a integridade do espaço aéreo no Báltico, demonstrando o compromisso na defesa coletiva dos aliados.

As operações de policiamento aéreo são um elemento primordial para garantir a segurança das nações e são uma prova de solidariedade e compromisso das nações para com os seus aliados. Os membros da NATO protegem o seu espaço aéreo 24 horas por dia, sete dias por semana, 365 dias por ano.