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O Primeiro-Ministro, António Costa, presidiu à apresentação da iniciativa Indústria 4.0 cujo objetivo é produzir um conjunto de recomendações que permitam às empresas avançar na digitalização dos processos de forma a anularem a barreira geográfica utilizando as novas tecnologias. Esta iniciativa integra-se na área de inovação na Economia do Programa Nacional de Reformas.
Nesta cerimónia, que decorreu em Ílhavo, estiveram também presentes o Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, e os Secretários de Estado da Indústria, João Vasconcelos, e do Turismo, Ana Mendes Godinho.
«Portugal tem uma escolha a fazer: ou nos viramos para o futuro, e apostamos em estar na crista da onda desta nova revolução (tecnológica), ou continuamos a discutir o passado sem avançarmos», afirmou o Primeiro-Ministro.
Sublinhando que a aposta na tecnologia é «crítica para a indústria portuguesa», António Costa acrescentou: «Por este motivo é que a Europa está a assumir a revolução tecnológica industrial como uma prioridade. E Portugal tem de fazer parte desta Europa».
«Esta opção tem, evidentemente, riscos e oportunidades, pelo que temos de maximizar estas e minimizar aqueles», referiu ainda o Primeiro-Ministro.
António Costa afirmou também que, «do Plano Nacional de Reformas hoje aprovado na reunião do Conselho de Ministros, constam mais dois pilares relacionados com este objetivo»: a inovação e a capitalização das empresas.
Parcerias entre empresas e universidades para inovar
Para que haja inovação «é essencial relacionar o saber produzido nas universidades e nos institutos politécnicos com a atividade desenvolvida pelas empresas», acrescentou o Primeiro-Ministro, referindo ainda que «o programa Start-up Portugal multiplica a energia empreendedora do País».
Lembrando que «a inovação se alimenta de duas componentes», António Costa referiu a qualificação dos recursos humanos e a aprendizagem ao longo da vida: «Qualificarmos os nossos recursos humanos é crítico, uma vez que os dados estatísticos nos mostram que o maior défice do País tem a ver com isto, sendo este aspeto aquele que distingue Portugal dos países mais avançados da Europa».
«Daí a importância do alargamento da rede pré-escolar, uma vez que os dados estatísticos também nos dizem que, quanto mais cedo vão para a escola, menor é o risco de abandono escolar pelos jovens», acrescentou o Primeiro-Ministro.
Mas «também a aprendizagem ao longo da vida é importante, para garantir que o sucesso desta revolução industrial não é destruído pela disrupção social que ela mesma produz».
Capitalizar empresas para estimular economia
«Tratando-se de um dos maiores bloqueios da economia portuguesa, a capitalização das empresas é um problema que temos de fazer frente de uma vez por todas, de forma a aproveitarmos a oportunidade histórica de liquidez disponível na Europa, como há muito não acontecia», sublinhou o Primeiro-Ministro.
Afirmando que «o Plano Nacional de Reformas foi pensado como um todo», António Costa acrescentou: «É preciso agora que as políticas públicas e as necessidades do tecido empresarial se articulem».
«A Deloitte e a Cotec estão a trabalhar para definir quais as prioridades a adotar para o sucesso desta revolução industrial», referiu ainda o Primeiro-Ministro.
Atrair e reter talento num mundo em mudança
«O desafio do nosso futuro é termos talento e conseguirmos mobilizá-lo, a par da capacidade de investir e de criar valor, pois esta revolução é permanente, coloca-se todos os dias, o que obrigará à procura de novas respostas em permanência. Assim é no mundo das redes digitais», afirmou António Costa.
E exemplificou como com a digitalização da indústria a localização não importa: «Há três semanas visitei uma pequena empresa na Ribeira Brava, na Madeira, que gere plataformas informáticas, detendo clientes em todo o mundo. Este é um caso das oportunidades que temos de aproveitar, ou outros o farão no nosso lugar».
«Ao Governo cabe criar as políticas públicas, às empresas cabe a iniciativa privada. Devemos juntar-nos para vencer esta revolução com sucesso», concluiu.
Com um valor global de 414 milhões de euros, totalmente suportados por fundos comunitários, a Indústria 4.0. pretende chegar a mais de nove mil empresas.
Foto: Primeiro-Ministro António Costa apresenta iniciativa Indústria 4.0, Ílhavo, 21 abril 2016 (Foto: Paulo Vaz Henriques)
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