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«O Governo quer qualificar os recursos humanos, capitalizar as empresas e aumentar a inovação, para além de valorizar os salários e o trabalho», afirmou o Ministro do Planeamento e Infraestruturas.
Pedro Marques acrescentou: «Consideramos que a economia tem margem para permanecer competitiva» apesar do aumento do salário mínimo nacional.
Estas declarações foram feitas após uma sessão sobre capitalização de empresas na Associação Empresarial de Portugal, no Porto, a propósito do relatório final da terceira missão pós-programa de ajustamento, realizada em janeiro.
Neste relatório, os serviços da Comissão Europeia afirmam que o aumento do salário mínimo de 505 para 530 euros, em janeiro de 2016, «num contexto de baixa inflação e de alto desemprego, pressiona a estrutura geral de salários, com o risco de afetar as perspetivas de emprego e de competitividade».
Aumento do salário mínimo reforça coesão
«Avançaremos também com mais informação, até estatística, para demonstrar que a nossa economia tem, do ponto de vista da formação de salários, as margens de adaptabilidade que permitem que a formação de salários individual, nas empresas, faça o seu caminho e que o SMN também pode fazer o seu caminho, reforçando o combate à pobreza», referiu o Ministro.
«A percentagem de pessoas que trabalham e permanece em risco de pobreza é mais elevada, e - por isto - o aumento do salário mínimo é uma medida importante para a coesão social no País», disse.
Pedro Marques afirmou ainda que o Governo «tem o propósito de continuar a aumentá-lo».
«A competitividade dos baixos salários não deu resultado», acrescentou ainda o Ministro, lembrando que «a própria Comissão Europeia reconhece que houve um aumento da pobreza entre os trabalhadores».
Este é o motivo por que «vamos tentar demonstrar o nosso ponto de vista, relativamente à importância do aumento do salário mínimo», concluiu.
Foto: Ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, participa numa sessão sobre capitalização de empresas na Associação Empresarial de Portugal, Porto, 19 de abril de 2016 (Estela Silva/Lusa)
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