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2016-04-18 às 16h42

300 centros para qualificação e ensino profissional em 2017

Ministro do Trabalho Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, no debate do eixo Quafilicar os Portugueses do PNR2016, 18 abril 2016 (Foto: Paulo Novais/Lusa)

O Ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, José António Vieira da Silva, afirmou que «o Governo quer aumentar em 26% o número de centros para a qualificação e ensino profissional em 2017, passando dos atuais 238 para 300», o que equivale a 62 novos Centros.

Estas declarações foram feitas na apresentação do eixo Qualificar os portugueses, inserido no Programa Nacional de Reformas 2016 (PNR2016), em Coimbra, onde também esteve presente o Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

«Muitos dos Centros têm hoje fracos níveis de atividade, pelo que o nosso objetivo passa, não apenas pelo alargamento da rede, mas também pelo reforço de equipas e aumento dos seus níveis de atividade», acrescentou o Ministro.

Articulação

Vieira da Silva referiu ainda que «os centros irão apresentar respostas em articulação com outras estruturas, como escolas profissionais, centros de emprego ou gabinetes de inserção profissional».

«O Governo quer alterar ainda o atual cenário de cobertura geográfica assimétrica e de fraca acessibilidade à informação sobre a oferta de percursos», disse ainda.

Este objetivo será atingido «através do desenvolvimento de um guia interativo de recursos, para além da disponibilização de instrumentos associados ao ensino e formação à distância».

«Em simultâneo, e porque há pouca tradição no trabalho com adultos no País, o Governo ainda apostar na formação contínua dos agentes, sendo necessário que se trabalhe na construção de percursos de formação personalizados, respondendo à exigência da diversidade de públicos existentes», sublinhou o Ministro.

Lembrando que «a aprendizagem ao longo da vida teve sempre níveis baixos de participação», Vieira da Silva referiu que esta falta de aposta estratégica faz com que «hoje, participem apenas um terço dos adultos, comparativamente com aqueles que integravam programas de aprendizagem em 2000/2001».

«Com a descontinuação do programa Novas Oportunidades, Portugal decidiu não participar no estudo da OCDE que avalia as competências dos adultos», referiu.

Com esta ausência, «perdemos anos de avaliação do que devíamos fazer com os adultos, mas Portugal irá participar na próxima edição deste estudo», concluiu.

 

Foto: Ministro do Trabalho Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, no debate do eixo Quafilicar os Portugueses do PNR2016, 18 abril 2016 (Foto: Paulo Novais/Lusa)