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O Governo vai negociar com os parceiros sociais um conjunto de medidas cujo objetivo é aumentar a igualdade de género nas empresas: «Nas próximas semanas, será discutido - em concertação social - um pacote que tenha em conta a introdução de um sistema de quotas nas administrações de empresas públicas e de empresas cotadas em Bolsa, bem como a discriminação salarial e a garantia de conciliação de vida profissional com a vida familiar», afirmou o Ministro Adjunto.
Eduardo Cabrita acrescentou que «o Governo está, até, a olhar num plano micro, como – por exemplo - os anúncios dos centros de emprego, que terão de garantir que certa profissão seja preenchida por um homem ou por uma mulher, não havendo diferenciação de género».
Estas declarações foram feitas à agência Lusa, à margem de um debate do ciclo União Europeia - 30 anos, 10 debates, em Leiria, onde participaram também o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, e a Secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Margarida Marques.
Administrações de empresas
«O aumento da participação de mulheres na administração das empresas será gradual, através de um sistema de quotas, estando também definidos objetivos até 2018, ano em que se pretende que já haja uma participação feminina de 25% nas empresas cotadas em Bolsa, e de 33% nas empresas públicas», referiu ainda o Ministro. Neste setor, a meta do Governo passa por ter 40% de mulheres até 2020.
Lembrando que, atualmente, no privado, «não há nenhuma empresa do PSI20 liderada por uma mulher», Eduardo Cabrita sublinhou que «a igualdade de género é uma questão de homens e de mulheres ou de cidadania, e não uma questão de nicho, que deve ser central no mundo do trabalho». «Não é admissível que nenhum banco ou grande empresa não tenha mulheres na liderança».
E referiu a nomeação de Maria João Carioca para liderar a Bolsa de Valores de Lisboa e, futuramente, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (que terá então de ser assumida por uma mulher, segundo a respetiva regulamentação), como «sinais de novos tempos».
Augusto Santos Silva realçou que a adesão de Portugal à União Europeia foi ainda uma ajuda para o País corrigir desigualdades: «Sempre que corrigimos as desigualdades de género avançamos. Avança a economia, avança a sociedade, avança a cidadania».
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