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2016-04-08 às 15h42

Saúde materno infantil foi uma da áreas em que o SNS deu provas da sua capacidade

Primeiro-Ministro António Costa visita o Centro Materno Infantil do Norte, Porto, 8 abril 2016 (Foto: Clara Azevedo)

O Primeiro-Ministro sublinhou que «há poucas áreas como a saúde materno infantil onde o Serviço Nacional de Saúde tenha dado tantas provas da sua capacidade», na inauguração da última fase do Centro Materno Infantil do Norte, no Porto.

O Serviço Nacional de Saúde «é algo que transcende os governos, é um bem e um valor da sociedade, e que a sociedade no seu conjunto é capaz de se mobilizar para a defender», acrescentou António Costa.

O Primeiro-Ministro disse também que é necessário assegurar «este acesso aos cuidados de saúde que hoje temos, de modo universal em todas as regiões do País e esse esforço vamos ter de prosseguir».

O investimento na saúde e nas pessoas é «o melhor investimento que algum Estado pode organizar e fazer», acrescentou ainda.

«No Programa Nacional de Reformas, o pilar relativo à coesão social tem duas dimensões: uma direcionada às políticas de combate a pobreza e redução das desigualdades e outra tem a ver precisamente com a saúde, porque a saúde é hoje uma condição essencial para a coesão social», afirmou.

António Costa acrescentou que «só um Serviço Nacional de Saúde pode assegurar que esses cuidados são garantidos a qualquer um independentemente de onde vivam e das condições de vida que possam ter».

O Primeiro-Ministro referiu igualmente que «o investimento público e a obra pública ganharam má fama. Hoje os quadros comunitários praticamente nos proíbem de realizar obra pública porque tudo deve ser imaterial».

«Mas a verdade é que nada do mundo imaterial que é produzido neste centro materno infantil teria sido possível se não tivesse havido um investimento de 62 milhões de euros em obra pública», concluiu.

Exemplo para o SNS

O Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, afirmou que o Centro Materno Infantil do Norte demonstra «um caminho de resistência e de resiliência da equipa que lidera o Centro Hospitalar do Porto, mas também dos profissionais que aqui trabalham».

«É um bom serviço ao Porto, à região Norte e é um bom exemplo para o Serviço Nacional de Saúde. É um bom exemplo daquilo que nós queremos que seja o Serviço Nacional de Saúde», acrescentou.

A conclusão da segunda fase do Centro Materno Infantil do Norte permite concentrar as consultas externas no antigo edifício da Maternidade Júlio Dinis, que foi totalmente remodelado, ficando o novo edifício destinado ao internamento da Pediatria, Cuidados Intensivos, Neonatologia e Ginecologia e Obstetrícia do Hospital de Santo António e da Maternidade Júlio Dinis.

Em 2015, o Centro Materno Infantil do Norte, que acolhe pacientes da cidade do Porto e de toda a região Norte, realizou 3202 nascimentos, 5700 cirurgias e 173 mil consultas, com uma taxa de ocupação na ordem dos 80%.

Inaugurado em maio de 2014, o Centro é uma obra orçada em cerca de 60 milhões de euros, tendo obtido apoio dos fundos comunitários do FEDER, de 30,1 milhões de euros.

O projeto contemplou a construção de um novo edifício, a reconstrução do edifício da Maternidade Júlio Dinis e a construção de um parque de estacionamento subterrâneo com 320 lugares sobre o qual foi edificado um pequeno edifício que irá albergar uma creche para os filhos dos funcionários.

O Centro reúne numa única estrutura hospitalar a prestação dos cuidados de saúde materno infantis que eram anteriormente garantidos pela Maternidade Júlio Dinis, Hospital Especializado de Crianças Maria Pia (entretanto encerrado) e pelo Hospital de Santo António.

Previsto desde 1991, e após um longo processo de avanços e recuos, o Centro Materno Infantil do Norte, integrado no Centro Hospitalar do Porto, viu a primeira pedra ser lançada em 2011.

 

Foto: Primeiro-Ministro António Costa visita o Centro Materno Infantil do Norte, Porto, 8 abril 2016 (Foto: Clara Azevedo)