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O Ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social apontou três divergências de fundo entre o atual Governo e o anterior em matéria de qualificação. Vieira da Silva falava no Parlamento, no debate do Programa Nacional de Reformas, dedicado às estratégias de educação e qualificação.
«Existe um consenso muito alargado acerca da prioridade que deve ter a educação, a formação e a qualificação profissional, mas há três linhas de demarcação entre a esquerda e a direita parlamentar», declarou o Ministro.
«Do lado do Governo está a defesa de um modelo universal e público dos ensinos básico e secundário, que é contrário ao caminho de gradual privatização do sistema», acrescentou.
«Do lado do Governo está o fim da experiência desastrosa da introdução do ensino dual - criticado por todas as instituições internacionais por ser segregador e gerador de desigualdades sociais -, mas também a aposta na qualificação de adultos, após o irresponsável desmantelamento do programa Novas Oportunidades», disse Vieira da Silva.
O Ministro lembrou que 55% dos portugueses não atingiu o patamar da escolaridade mínima, e que cerca de 100 mil jovens chegam ao mercado de trabalho sem terem completado o 12.º ano de escolaridade.
Recordou ainda que está a aumentar o número de jovens que não estuda, não está em formação, nem trabalha, e que Portugal assistiu nos últimos anos ao maior crescimento da emigração das últimas décadas.
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