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2016-04-06 às 18h56

Começar a vida de novo sem perder a memória do que ficou para trás

Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, na iniciativa «E se fosse eu? Fazer a mochila e partir», 6 abril 2016

Manhã cedo, logo após o toque da campainha, o Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, estava na escola e de mochila na mão.

O governante respondia, também, ao repto lançado às escolas pela Plataforma de Apoio aos Refugiados, Direção-Geral da Educação, Conselho Nacional da Juventude e Alto Comissariado para as Migrações, para que os alunos preparassem uma mochila com aquilo que levariam se tivessem de fugir da guerra.

A iniciativa «E se fosse eu? Fazer a mochila e partir» colocou milhares de crianças e adolescentes - juntamente com os encarregados de educação, na preparação, e com os professores, no momento da apresentação - a pensarem no que fariam e no que transportariam consigo se fossem obrigados a abandonar da sua terra natal. Na primeira aula da manhã os estudantes mostraram o conteúdo das mochilas.

Na Escola Básica de Vale Rosal, na Charneca da Caparica, o Ministro da Educação visitou várias salas de aulas, onde os alunos de todos os anos letivos do ensino básico demonstraram grande maturidade nas escolhas feitas.

Foram raras as mochilas que não continham bens de primeira necessidade – roupa e calçado confortável, escova e pasta de dentes, comida (com as bolachas a serem as preferidas dos mais novos e os enlatados a opção dos mais crescidos - que sabem que é sempre seguro levar os alimentos com mais tempo de conservação), mas também medicamentos, mantas, ou objetos de estimação, entre muitos outros.

No final da visita à Escola, já numa sessão informal no auditório, o ministro Tiago Brandão Rodrigues desvendou igualmente o conteúdo da mochila que preparou.

Além dos bens de primeira necessidade, não faltou um rádio, porque «a música é um conforto em momentos mais difíceis e porque, onde quer que se esteja, é importante estarmos informados, saber quais são as notícias» e as chaves de casa, que representam simultaneamente o presente e a memória que, remata, nunca se deve perder: «levava a chave da minha casa, com o sonho de um dia poder regressar».

Presidente e Ministro sensibilizam alunos para integração

Da parte da tarde, foi na Escola Secundária Eça de Queirós, em Lisboa, que o Ministro da Educação se juntou ao Presidente da República para passarem a mensagem do «nós».

Marcelo Rebelo de Sousa deu uma verdadeira aula, sobre a temática das migrações e dos refugiados, às centenas de estudantes que assistiam na plateia, manifestando o desejo de que os países europeus passem das intenções aos atos e sejam verdadeiramente países de acolhimento.

No final deste exercício de empatia, ao qual aderiram mais de 600 escolas por todo o País, o Ministro da Educação dirigiu-se aos estudantes para lhes dizer, «com orgulho», que acredita que um dia eles, os alunos que tinha na frente, vão poder dizer aos novos colegas de escola:

«Podes finalmente tirar a mochila que te pesa nos ombros, porque aqui só precisas dela para que ela te guie até à escola, até ao desporto, até ao concerto... Porque chegaste a um lugar chamado casa».

«Talvez não ainda à casa que sentes como tua. Mas a uma casa que será tua enquanto aqui morares. E que tem vizinhos – nós todos – que te dizem ''sê muito bem vindo''».

 

 

Foto: Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, na iniciativa «E se fosse eu? Fazer a mochila e partir», 6 abril 2016