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A Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Catarina Marcelino, participou na campanha contra a mutilação genital feminina, que está a decorrer no aeroporto de Lisboa junto dos viajantes para países onde esta prática ainda existe, como a Guiné-Bissau.
«Escolhemos o dia de hoje porque há um voo para a Guiné-Bissau e consideramos importante estar no momento de uma saída para este país, onde existe a prática da excisão genital feminina», disse Catarina Marcelino.
«Sabemos que na época da Páscoa é habitual as pessoas deslocarem-se aos países de origem e por razões culturais é uma época em que há muitos rituais de prática de mutilação genital feminina», acrescentou.
Além da Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, estiveram presentes na iniciativa a atriz Cláudia Semedo, a Presidente da direção da Associação dos Filhos e Amigos de Farim, Awa Seidi, e representantes da Embaixada da Guiné-Bissau, do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, do Alto Comissariado para as Migrações, da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género e do Instituto Camões.
A campanha vai decorrer no aeroporto de Lisboa durante todo o período das férias da Páscoa. É dirigida a quem viaja para países praticantes e tem como objetivo prestar informação sobre consequências e riscos da mutilação genital feminina.
«Na última semana de férias será mantida a distribuição de folhetos, mas o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) também irá aplicar inquéritos à chegada das pessoas da Guiné-Bissau, porque o nosso objetivo é de dissuasão da prática», explicou Catarina Marcelino.
Portugal registava, até ao final do ano passado, 99 casos de mulheres com mutilação genital feminina, cerca de metade das quais realizadas na Guiné-Bissau, segundo a Direção-Geral de Saúde.
O último relatório da UNICEF indica que pelo menos 200 milhões de raparigas e mulheres foram vítimas de mutilação genital feminina em 30 países.
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