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O Ministro do Ambiente recomendou o consumo de água da torneira que é «500 vezes mais barata que a engarrafada» e tem qualidade garantida, no lançamento da primeira pedra da remodelação da Estação de Tratamento de Água de Vale da Pedra, no Cartaxo.
Matos Fernandes afirmou a necessidade de os sistemas de fornecimento de água aos consumidores finais (isto é, em baixa) sem capacidade técnica e comercial se tornarem sustentáveis.
O Ministro retomou, assim, o incentivo que fez no dia 22 para que os municípios com continuidade geográfica se agreguem (abrangendo um mínimo de 80 000 a 100 000 habitantes) e criem sistemas sustentáveis do ponto de vista financeiro e técnico.
Matos Fernandes destacou o número expressivo de municípios que continuam a ter «uma quantidade muito grande de água não faturada», ou seja, de água que é comprada aos sistemas abastecedores e não é vendida a consumidores finais, o que não se deve apenas a «um problema de canos rotos e condutas velhas».
Embora haja necessidade de fazer investimentos em condutas e canos, o problema é essencialmente de gestão, «de não faturar, de um parque de contadores muito antigos, de falta de conhecimento do que é a própria rede, de falta de recursos humanos para debelar de imediato as roturas que surgem».
Por isso, o Ministro afirmou que é fundamental a criação de sistemas sustentáveis, apontando a EPAL como exemplo de um sistema diferente, que vai desde a captação até casa do consumidor.
Estação de Vale da Pedra
A Estação de Tratamento de Água de Vale da Pedra, no Cartaxo, é um investimento de 13 milhões de euros, o maior atualmente em curso por parte da Empresa Portuguesa das Águas Livres, do Grupo Águas de Portugal, e um projeto importantíssimo para preservar a qualidade da água para consumo.
A obra, a iniciar-se este mês e com um prazo de execução de 970 dias, irá permitir a reabilitação e modernização da Estação de Tratamento de Água de Vale da Pedra, construída em 1963, que teve a sua última remodelação em 1976, e que serve para tratar a água que é captada no rio Tejo junto a Valada.
A obra irá permitir aumentar a eficiência do sistema, melhorar a qualidade da água e elevar os níveis de segurança dos trabalhadores, representando o maior investimento atual de uma empresa que serve três milhões de consumidores.
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