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O Primeiro-Ministro afirmou que Portugal precisa de ter «uma floresta mais robusta, mais resiliente ao fogo e por isso mais suscetível de criar riqueza», na sessão comemorativa do Dia Internacional das Florestas, na Zona de Demonstração de Boas Práticas Florestais da Caldeirinha, em Mação.
Referindo que «hoje, temos um sistema de prevenção mais robusto» e «temos um sistema de combate mais robusto», António Costa acrescentou que precisamos agora de fazer um melhor ordenamento florestal.
Se a reflorestação «for meramente confiada à natureza e não for objeto do devido ordenamento florestal», vão voltar a observar-se tragédias iguais à de 2003, ano em que arderam, no concelho de Mação, 22 000 hectares de floresta.
Portugal é um país «onde 90% da floresta é privada» e caracterizada por uma estrutura de muito pequena propriedade, disse o Primeiro-Ministro, apontando como exemplo um pequeno perímetro florestal em Mação onde há «mais de 1500 propriedades e mais de 500 proprietários».
Face a estas características da floresta portuguesa, é necessário dotar as autarquias «dos instrumentos legais e eficazes para poderem intervir», apoiando os proprietários produtivos e fazendo-se substituir «aos não produtivos», de forma a que se possa ter «uma floresta mais protegida, que gere maior rendimento para todos e sobretudo que o país não subaproveite uma enorme riqueza nacional».
Melhorar a floresta
O investimento feito no passado no combate aos incêndios foi uma forma de ganhar tempo para fazer «aquilo que é mais importante»: «o trabalho de intervenção estrutural» na floresta portuguesa.
Ter uma floresta mais ordenada significa ter menos árvores, mas significa também ter «árvores com menor risco de serem destruídas pelo incêndio e, portanto, suscetíveis de gerarem riqueza para os seus proprietários e para a economia nacional».
Para tal, será necessário criar uma floresta «mais diversificada nas suas espécies», combinando árvores de rápido crescimento e de maior risco de incêndio com árvores de crescimento mais lento e mais resistentes ao fogo, ao mesmo tempo que se abrem caminhos dentro da floresta «e espaço para que as árvores possam desenvolver-se».
O Primeiro-Ministro visitou uma área intervencionada em povoamentos de regeneração natural de pinheiro bravo, em que é aplicada uma lógica de agregação de todas as pequenas parcelas de terreno, no Alto da Caldeirinha.
«O trabalho que aqui tem vindo a ser feito por este município é exemplar e serve de exemplo de boas práticas para todos os outros municípios», realçou.
António Costa foi acompanhado pelos Ministros da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos.
O Primeiro-Ministro e os Ministros plantaram azinheiras, medronheiros e carvalhos e assistiram a uma demonstração de boas práticas florestais desenvolvidas no município de Mação.
Foto: Primeiro-Ministro António Costa e membros do Governo na visita área de boas práticas florestais no Dia Internacional da Floresta, Mação, 21 março 2016 (Foto: Paulo Vaz Henriques)
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