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O Ministro da Economia afirmou que «a digitalização da indústria é uma estratégia que tem que ser seguida a todos os níveis» e «é uma enorme oportunidade», na apresentação da edição de 2016 do Prémio Inovação Nos, no Porto.
«A indústria 4.0 e a nova revolução industrial acontecem em Portugal numa altura em que o País dá cartas no software», realçou Manuel Caldeira Cabral, acrescentando que uma economia mais digital permite «uma maior costumização e desenhar produtos mais próximos do cliente».
A indústria 4.0 é também um desafio da indústria têxtil e do calçado nacionais, que têm agora «enormes oportunidades» para criar «soluções adaptadas» aos consumidores.
Quanto à indústria automóvel, o Ministro chamou a atenção para que «as empresas que não conseguirem integrar a digitalização vão ficar fora da corrida para a primeira linha de produção».
No turismo, referiu o «programa ambicioso de wi fi nos centros da cidade», a ser lançado, e que não só permite aos turistas aceder a mais informações sobre o que estão a visitar, como também cria «acesso a empresas portuguesas que queiram responder a novos desafios e inventem novos modelos de negócio» associados ao turismo.
Empenho do Governo na inovação
Convidando os industriais a abraçarem a inovação «para conseguirem com isso serem mais produtivos, criarem mais valor e serem mais competitivos», Manuel Caldeira Cabral acrescentou que «estar um passo à frente é muito importante. E, felizmente, temos condições para o estar, e temos o empenho do Governo» na criação de condições de inovação nas empresas.
Os industriais portugueses devem continuar a fazer o que têm feito nos últimos anos, «em vez de desconfiar da inovação», como aconteceu com parte significativa durante muito tempo. «É esse o desafio que aqui deixo», disse ainda.
Lembrando que a «política de inovação é central» na política económica do Governo, o Ministro destacou várias medidas neste sentido, nomeadamente a criação de uma rede de apoio ao empreendedorismo, fundos de capital de risco e incentivos fiscais, «para que empresas e start ups possam prosperar».
O Ministro referiu que o Governo pretende «incentivar os centros tecnológicos a fazerem mais», bem como fomentar uma maior ligação entre o conhecimento que sai das universidades e as pequenas empresas, para que o País não esteja «um passo atrás» nas novas tecnologias.
O Ministro visitou ainda duas empresas comerciais em Braga, responsáveis par cerca de 2250 empregos.
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