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O Secretário de Estado das Infraestruturas afirmou que o Governo pretende «inverter definitivamente um ciclo, já excessivamente longo, de abandono dos transportes ferroviários», em Alfarelos, Soure, na consignação da obra de modernização do troço da Linha do Norte entre aquela estação e a de Pampilhosa, Mealhada.
Guilherme W. d’Oliveira Martins acrescentou que «o plano de investimentos em infraestruturas Ferrovia 2020 representa investimentos médios de cerca de 460 milhões de euros na rede ferroviária nacional» por ano.
O plano Ferrovia 2020 materializa «uma aposta clara e inequívoca na ferrovia», disse Oliveira Martins, sublinhando que o Governo quer, assim alterar «o paradigma vigente durante várias décadas».
Em seis anos, serão investidos 2,7 mil milhões de euros na rede ferroviária nacional, contemplando a construção de 214 quilómetros de novas linhas e a modernização de 979 quilómetros, entre as quais a Linha do Norte.
Linha do Norte
A modernização do lanço entre Alfarelos e Pampilhosa, com uma extensão de 36 quilómetros, deverá ficar concluída até abril de 2018, envolve um investimento de cerca de 106 milhões de euros, 75,7 milhões dos quais financiados pela União Europeia, através do programa Portugal 2020.
«A Linha do Norte integra a rede transeuropeia de infraestruturas e configura-se como a espinha dorsal do sistema ferroviário nacional, uma vez que garante a ligação direta entre as principais cidades do centro e norte de Portugal», disse o Secretário de Estado.
Além disso, esta via contribui para promover a coesão do território nacional e a mobilidade das suas populações porque «articula de forma direta ou indireta aos eixos ferroviários de ligação», e «desempenha igualmente um papel fundamental como catalisador do desenvolvimento da economia nacional e das exportações».
Esta linha é «um vetor primordial na mobilidade das pessoas, nas vertentes urbana, intra e inter-regional e de mercadorias, quer numa ótica nacional, quer internacional», referiu Oliveira Martins.
Concretizar
«Mas o dia de hoje não marca apenas o arranque deste importante projeto de modernização da Linha do Norte», afirmou, acrescentando que marca «o empenho e o compromisso do Governo na execução» do plano Ferrovia 2020, que abrange «grande parte da rede ferroviária nacional».
Nos últimos anos, «foi estudada a mobilidade em Portugal» e foram feitos planos, «sucessivamente revistos e atualizados, mas muito pouco foi concretizado», disse Oliveira Martins.
«O atual Governo tomou a opção política de não reabrir dossiers que reuniram já consenso técnico» e o que vai fazer é «avançar para a concretização das obras».
A intervenção a desenvolver naquele lanço da Linha do Norte, com uma circulação média diária de 140 comboios (34 dos quais de mercadorias), visa, designadamente, melhorar a capacidade, as condições de segurança e de conforto, reduzir os custos e tempos de transporte.
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