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«Haverá uma discriminação positiva, ou seja, os hospitais que têm centros de referência terão um pagamento diferenciado em relação aos que não têm», afirmou o Ministro da Saúde no final da cerimónia de reconhecimento dos centros de referência, em Lisboa.
Adalberto Campos Fernandes acrescentou que o financiamento superior «é um incentivo de ordem financeira, que complementa o incentivo técnico e científico do reconhecimento», pois «não basta apenas reconhecer, no plano formal, também é preciso reconhecer no plano material»,
O Ministro disse ainda que, tendo no Governo «a intenção, com a próxima vaga de contratualização para 2016, de introduzir, no Serviço Nacional de Saúde, o princípio do livre acesso e da livre circulação, mediada pelo médico de família, vamos desejar que os portugueses queiram ir onde sentem que está a competência, diferenciação e o saber fazer».
Sobre esta liberdade de escolha de serviços do SNS, Adalberto Campos Fernandes referiu que os serviços devem investir no que fazem melhor: «Não podemos todos fazer tudo. Somos diferentes e temos competências para fazer algumas coisas e não competências para fazer todas as coisas».
«O livre acesso e livre circulação no SNS será implementado a partir da contratualização de 2016, atrasada devido ao atraso de publicação do Orçamento do Estado para 2016. A partir de abril teremos estas medidas no terreno», afirmou ainda..
82 centros de referência
Na cerimónia, 82 serviços hospitalares de 19 áreas clínicas foram contemplados com a classificação de centro de referência. A Comissão para o Reconhecimento de Centros de Referência, presidida por João Lobo Antunes, recebeu 184 candidaturas.
João Lobo Antunes referiu que a iniciativa de reconhecimento dos melhores serviços como exemplos foi do anterior Ministro Paulo Macedo. «Adalberto Campos Fernandes, e a sua equipa, entenderam que era algo que devia ser continuado, estimulado, o que, como sabemos, não é hábito em Portugal: mudam governos, mudam políticas, começa-se do zero. Não é o caso».
As primeiras áreas prioritárias anunciadas pelo XIX Governo foram as da epilepsia refratária, da onco-oftalmologia, da paramiloidose familiar, do transplante pulmonar, do transplante do pâncreas e do transplante hepático.
A estas acrescentaram-se mais 13 áreas prioritárias: cardiologia de intervenção estrutural, cardiopatias congénitas, doenças hereditárias do metabolismo, epilepsia refratária, oncologia de adultos - cancro do esófago, oncologia de adultos - cancro do testículo, oncologia de adultos - sarcomas das partes moles e ósseos, oncologia de adultos - cancro do reto, oncologia de adultos - cancro hepatobilio-pancreático, oncologia pediátrica, transplantação renal pediátrica, transplante de coração, transplante rim/adultos.
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