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«A capacidade competitiva do País assentará na qualificação, inovação e valorização, mas só haverá estes fatores se houver conhecimento», afirmou o Primeiro-Ministro na assinatura do contrato de investigação e desenvolvimento assinado entre a Bosch, a Universidade do Minho e a AICEP, em Braga.
António Costa, que visitou a empresa e presidiu à assinatrura do contrato na Universidade, acrescentou que «é um erro» pensar que «nos conseguiremos desenvolver reduzindo o custo do trabalho».
É pelo «desenvolvimento e qualificação dos recursos humanos que podemos ter um mercado de trabalho com menor precariedade, melhor remunerações e fazer regressar aqueles que nos últimos anos saíram do País», referiu o Primeiro-Ministro, pelo que é «essencial investir no melhor recurso que o País tem, as pessoas».
A qualificação, inovação e valorização são os pilares da capacidade competitiva do País, pelo que o desenvolvimento da ciência e a qualificação dos recursos humanos é caminho a seguir, disse António Costa, acrescentando que este é o desafio de uma geração e não apenas de uma legislatura.
O Primeiro-Ministro referiu-se ainda ao contrato assinado entre a Universidade do Minho, a empresa alemã Bosch e Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), afirmando que «este é um investimento de que o Estado não pode ser apartado porque a investigação e o desenvolvimento tem um custo de risco de tal dimensão que só uma instituição pública com fundos próprios e comunitários pode apoiar».
«Esta é talvez a maior parceria público-privada que podemos fazer, que é o investimento na inovação, investigação e no desenvolvimento» para conseguir um modelo sustentável de conhecimento, concluiu.
55 milhões de investimento
O contrato representa um investimento de 54,7 milhões de euros, e vai exigir a contratação de mais de 90 novos engenheiros pela Bosch Car Multimedia Portugal, com diferentes especializações para a área de Investigação e Desenvolvimento, e de 170 bolseiros de diferentes faculdades da Universidade do Minho.
O projeto, considerado de interesse estratégico nacional, tem como objetivo o desenvolvimento de soluções que vão moldar o futuro da mobilidade, conta com um investimento de cerca de 55 milhões de euros e o registo de 22 patentes até 2018. A primeira fase desta parceria teve um investimento de 19 milhões de euros entre 2012 e 2015, tendo sido registadas 12 patentes.
A Bosch colocará 550 pessoas a trabalhar exclusivamente na segunda fase (chamada Innovative Car HMI) de dois projetos de Investigação e Desenvolvimento, que começou em julho de 2015, e que se situam nas fronteiras do conhecimento.
O projeto Innovcar trabalha nos domínios da realidade aumentada, da condução autónoma, da interface homem-máquina, e da flexibilidade produtiva e inteligente. O projeto Ifactory, em novas metodologias de conceção de dispositivos eletrónicos e do controlo de processos.
Ao final da manhã, o Primeiro-Ministro visitou o Pólo de Inovação em Polímeros, em Guimarães.
Foto: Primeiro-Ministro António Costa na visita ao Pólo de Inovação em Polímeros, Guimarães, 4 março 2016 (Foto: Higo Delgado/Lusa)
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