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2016-02-29 às 17h18

Doação de parte do património de Cutileiro é «um grande exemplo para o País»

O Ministro da Cultura considerou «um grande exemplo para o País» a doação ao Estado pelo escultor João Cutileiro de parte do seu património, que vai permitir criar a Casa-Atelier com o seu nome em Évora.

João Soares acrescentou que é «um gesto extremamente importante, antes de mais porque vai contra aquilo que tem sido dominante na Europa e na nossa terra, infelizmente, nos últimos anos, que é o egoísmo».

Com esta doação, João Cutileiro, que é «uma grande figura das artes», «dá prova de desapego dos interesses materiais», disse ainda o Ministro após a cerimónia de assinatura da Carta de Compromisso que vai orientar a constituição da Casa-Atelier João Cutileiro, numa parceria entre a Direção Regional de Cultura do Alentejo, a Universidade e a Câmara de Évora.

Também presente na sessão, o escultor, de 78 anos, disse decidiu doar ao Estado o seu património e espólio, incluindo parte da sua casa, para «poupar os filhos de ficarem com isto». «Não quero que eles recebam o espólio porque, senão, nunca mais fazem nada na vida por eles».

O presidente da Câmara de Évora, Carlos Pinto de Sá, lembrou que Cutileiro é «um artista de renome internacional que tem marcado positivamente Évora, o Alentejo e Portugal» e que esta dádiva vai «ajudar as novas gerações a entenderem o que é a escultura em pedra» e a importância do próprio escultor.

A doação de João Cutileiro inclui o seu património pessoal, constituído pela casa onde vive e trabalha e o respetivo recheio, que compreende um conjunto muito significativo de obras de escultura, desenho e fotografia, assim como a sua biblioteca, documentação variada e os seus instrumentos de trabalho.

Tapeçarias de Portalegre

Durante uma visita à Manufatura de Tapeçarias de Portalegre e o Museu Guy Fino, o Ministro afirmou que «há condições para podermos dar um impulso às Tapeçarias de Portalegre para que elas retomem o lugar de primeiro plano que tiveram, inclusivamente, no mercado internacional da arte». «É preciso encontrar mercado para que um trabalho desta qualidade se afirme no plano internacional, como aliás já aconteceu nos anos 60», disse ainda.

João Soares acrescentou que «é preciso garantir que se mantém o que há aqui de património, que é um património muito importante, que é sobretudo o capital humano, das mulheres que aqui trabalham com talento que não tem paralelo em lugar nenhum do mundo, usando técnicas que não têm paralelo em lugar nenhum do mundo».

Tags: cultura
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Cultura