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«Nenhum país europeu está imune às consequências de um fluxo de refugiados ou de uma corrente migratória descontrolada, seja porque é um país de destino dos refugiados, como a Alemanha, Suécia ou Dinamarca, seja porque é um país de trânsito ou um país de origem, da primeira chegada à Europa», afirmou o Ministro dos Negócios Estrangeiros, no final do terceiro encontro do Grupo Informal do Mediterrâneo, em Limassol, Chipre.
Numa declaração à Lusa, Augusto Santos Silva referiu que qualquer país pode vir a estar numa destas situações no futuro, pelo que qualquer Estado-membro da União Europeia «tem a obrigação de contribuir para a resolução conjunta dos problemas que minam essa União».
Portugal considera que a questão dos refugiados deve ser tratada «à luz das obrigações do direito internacional» e é um «contribuinte líquido para essa solução», oferecendo-se para receber mais refugiados do que a quota atribuída.
Portugal disponível para acolher
Assim, Portugal «está disponível para acolher na ordem da dezena de milhar», disse o Ministro, acrescentando que «precisamos, no contexto europeu, de acolher centenas de milhares de pessoas que precisam da nossa ajuda».
Augusto Santos Silva considerou que a União Europeia «não estava preparada para uma migração deste calibre, mas essa impreparação não abona a favor da União», mas os países europeus têm de «tornar efetivo o que dizem nas palavras», quando falam de solidariedade europeia.
Os países que integram o Grupo Informal do Mediterrâneo (Portugal, Espanha, França, Itália, Malta, Grécia e Chipre), «têm em comum serem da fronteira exterior da UE» a sul.
Estes países estão «comprometidos com a necessidade de reforçar a defesa da fronteira externa da União e com a necessidade de combinar medidas em matéria de segurança com medidas de apoio humanitário», referiu o Ministro.
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