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2016-02-24 às 18h38

Reforma dos Cuidados de Saúde Primários começa por ter mais médicos de família

Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes

O Governo pretende alargar bastante o número de utentes do Serviço Nacional de Saúde com médico de família, referiu o Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, na apresentação do Plano Estratégico da Reforma dos Cuidados de Saúde Primários, em Lisboa.

O Ministro disse que estão a ser criadas condições para ter mais médicos nos centros de saúde, recusando cair «na tentação comum aos governos» de anunciar médico de família para todos os utentes.  

Para suprir as necessidades de todos os utentes dos Cuidados de Saúde Primários seriam precisos mais 616 médicos de medicina geral e familiar.

Na apresentação do Plano Estratégico da Reforma dos Cuidados de Saúde Primários, foi também apresentada uma ferramenta online com o mapa dos recursos humanos nos Centros de Saúde, mostrando que há um milhão de utentes inscritos sem médico de família.

Reformados e novos médicos

Para aumentar o número de médicos de família, o Governo aprovou a possibilidade de regresso de médicos aposentados ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), e pretender tornar mais rápido o processo de contratação de jovens médicos.

O Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, afirmou que os Ministérios da Saúde e das Finanças estão a estudar a alteração aos concursos para colocação de médicos recém-especialistas, de forma a ter concurso centralizado a nível nacional e que dispense entrevista, passando a contratação dos novos médicos a ser feita mediante a nota de exame.

O objetivo é tornar o processo mais transparente e rápido, permitindo que, um mês depois de acabarem a especialidade, os novos médicos especialistas possam estar a trabalhar nos Centros de Saúde onde são precisos, disse o Secretário de Estado.

Presentemente, há cerca de 300 médicos prestes a terminar a especialidade, aptos a entrar no SNS, caso o desejem. Fernando Araújo disse que «vamos tentar cativá-los e sensibilizá-los» a ficar no SNS. «Se o projeto os motivar, eles próprios quererão. Tenho grande confiança de que vão ficar», acrescentou.