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«Quero exprimir, em nome do Governo português e em nome de Portugal, o apoio incondicional ao processo político de transição para a democracia que se vive na Tunísia», afirmou o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, em Tunes, na Tunísia, onde se encontra numa visita oficial de dois dias. Estas declarações foram feitas após uma reunião com o seu homólogo tunisino, Khemaies Jhinaoui.
E acrescentou: «Felicito o Governo, o parlamento, os partidos políticos, as instituições e a sociedade civil pelos seus esforços muito importantes para consolidar uma democracia estável, segura, que permita responder às aspirações dos cidadãos».
Augusto Santos Silva lembrou que «é muito importante que a nova política europeia de vizinhança possa apoiar-se em parceiros da margem sul do Mediterrâneo fortes, estáveis e capazes de orientar o seu desenvolvimento».
Cooperação bilateral
«A nível bilateral, há muitas dimensões de trabalho, de cooperação, de diálogo económico, de relações económicas e culturais que são relevantes e que podem ser melhoradas e aprofundadas», sublinhou o Ministro, realçando o «envolvimento muito forte de Portugal nas relações com a Tunísia».
No setor económico, Augusto Santos Silva referiu que «há decisões que foram tomadas no ano anterior, na reunião de alto nível em Lisboa, mas falta implementá-las». E exemplificou, com «a linha de crédito, no valor de 20 milhões de euros, aprovada na cimeira Portugal-Tunísia, que decorreu em maio de 2015, em Lisboa, cuja meta é apoiar e favorecer as trocas comerciais e os investimentos entre os dois países».
«Falta, de ambas as partes, identificar projetos e mobilizar os empresários para implementar esta linha de crédito que, para Portugal, significa um investimento de 20 milhões de euros», alertou o Ministro, apelando para que «as comissões mistas entre os dois países se reúnam o mais cedo possível para agilizar a cooperação económica».
Nas áreas da educação e da cultura, Augusto Santos Silva afirmou que «um dos trabalhos a fazer consiste no início do projeto de integração do ensino do Português como língua estrangeira ao nível do ensino secundário».
«O País está também disponível para cooperar em matéria de defesa e segurança, nomeadamente com a PSP e a GNR, na área da proteção de fronteiras. Sabemos todos que a segurança é uma questão-chave para a Tunísia, e a Tunísia merece e deverá contar com todo o nosso apoio», realçou também.
Multilateralismo
A nível multilateral, o Ministro referiu «a possibilidade de desenvolvimento das relações entre a União Europeia e a Tunísia», uma vez que «a relação de associação deve ser aprofundada» e «a cooperação deve significar o envolvimento de toda a União Europeia no processo de consolidação, estabilização e desenvolvimento de toda esta região da África do Norte, que é muito importante».
Após reunir com o seu homólogo tunisino, Augusto Santos Silva marcou presença num almoço oferecido por Khemaies Jhinaoui, em que participou ainda o Ministro da Educação tunisino.
Durante a tarde, Ministro reunirá com os Ministros do Interior e do Desenvolvimento, Investimento e Cooperação Internacional. Em seguida, Augusto Santos Silva presta homenagem às vítimas do terrorismo, depositando uma coroa de flores no Museu do Bardo, onde morreram 21 pessoas em março de 2015, num ataque reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico.
O primeiro dia da visita oficial termina com um encontro com a comunidade portuguesa residente na Tunísia, na Embaixada de Portugal em Tunes.
Foto: Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, com o seu homólogo tunisino, Khemaies Jhinaoui, após reunião em Tunes, Tunísia, 24 fevereiro 2016.
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