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«A literatura está muito para além do dinheiro», afirmou o Ministro da Cultura, João Soares, acrescentando que «estamos aqui também para discutir com os responsáveis da autarquia e com os organizadores do Correntes d''Escritas essas fórmulas que possam representar um apoio». Estas declarações foram feitas aos jornalistas à entrada do festival de escritores de expressão ibérica Correntes d''Escritas, na Póvoa do Varzim.
Sublinhando «o grande empenho em reconhecer o mérito do que aqui foi feito até agora», o Ministro exemplificou com «a medalha de mérito cultural do Ministério da Cultura agora atribuída a Manuela Ribeiro, que tem sido a alma destas Correntes d’Escritas, em nome da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim».
«Os portugueses são o único povo do mundo que escolheu como herói para o seu dia nacional não um guerreiro, não um libertador, não uma data histórica, como a tomada da Bastilha para os franceses ou o dia da independência para os norte-americanos, mas um poeta», lembrou João Soares.
E acrescentou: «Um poeta que nasceu pobre, e morreu tão pobre que nem sequer deixou dinheiro para poder pagar a mortalha, a quem muitas coisas correram mal na vida». «O percurso de Camões permite perceber que o dinheiro não é o mais importante», realçou.
Lembrando que «um dos grandes objetivos do Ministério da Cultura e do Governo é o reforço da leitura», o Ministro concluiu: «O Primeiro-Ministro tem afirmado, com toda a clareza, que quer que a cultura tenha um papel central na afirmação de Portugal, na valorização do seu património, material ou imaterial. E aí, o livro, a leitura e as bibliotecas têm um papel muitíssimo importante».
O festival Correntes d''Escritas decorre na Póvoa de Varzim até dia 27 de fevereiro, reunindo dezenas de escritores nacionais e internacionais em lançamentos de livros, debates, exposições, sessões de cinema e conversas em escolas.
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