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2016-02-23 às 16h56

Nova estratégia de crescimento baseada na procura interna e na internacionalização

Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, no debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2016, Assembleia da República, 23 fevereiro 2016 (Foto: Jorge Ferreiro)

O Orçamento «representa um virar de página, ao propor uma nova estratégia de crescimento e de competitividade», afirmou o Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, no debate da generalidade da proposta de Orçamento do Estado para 2016, na Assembleia da República.

E acrescentou: «O aumento da produtividade faz-se com investimento na educação e na formação, com políticas de emprego que valorizem as pessoas e com uma política de ciência e de tecnologia e de transferência de conhecimento que permita reforçar a capacidade de inovação das empresas».

Procura interna

Dinamização da procura interna e capacidade de abordar os mercados externos foram os dois fatores referidos pelo Ministro para aumentar o investimento no País: «As empresas precisam de menos incerteza e de maior crescimento da procura; e isto só se consegue promovendo o crescimento do consumo interno, que é o principal mercado de mais de 90% das empresas».

«Condição absolutamente necessária para relançar o investimento e criar mais e melhor emprego em Portugal» é, portanto, «a reposição dos rendimentos», sublinhou Manuel Caldeira Cabral.

Investimento e internacionalização

Lembrando que «as empresas que querem investir em Portugal ainda se debatem com constrangimentos que é preciso resolver», o Ministro referiu algumas das medidas para abolir estas barreiras, «definindo o financiamento e a capitalização das empresas como uma prioridade»:

Criação de instrumentos financeiros e de capitalização cofinanciados por fundos europeus, no âmbito do Portugal 2020, para financiar investimentos até 1500 milhões de euros nas vertentes de capitais permanentes, capitais alheios e garantias;

Criação de um fundo para o turismo, que permitirá às empresas do setor investir e aumentar o valor da oferta nacional.

«Estas medidas criam as bases para que as empresas se financiem com menor dependência do crédito bancário e promovam um investimento mais sustentado», explicou Manuel Caldeira Cabral, realçando que «o reforço da capitalização e da inovação é particularmente importante para as empresas que se querem afirmar nos mercados externos», pois «só assim se podem internacionalizar».

E a internacionalização «é uma prioridade do Governo». «Portugal tem um setor exportador forte e resiliente, que queremos continuar a apoiar com a diplomacia económica, com instrumentos de apoio à internacionalização e com a mobilização de fundos comunitários», afirmou ainda o Ministro.

Inovação e tecnologia

«Outra das prioridades do Governo é promover a inovação e a melhoria tecnológica da indústria», afirmou Caldeira Cabral, referindo as seguintes medidas para atingir esta meta:

Criação de incentivos e apoios ao reforço da relação entre universidades e empresas;

Reforço do financiamento e apoio aos centros tecnológicos através da criação de um fundo que assegure o seu financiamento;

Simplificação da transferência de conhecimento e de tecnologia, pela criação de um programa de mobilidade de investigadores das universidades para os centros tecnológicos e empresas.

«Às empresas compete investir, produzir e criar emprego. Ao Estado compete promover a justiça social, reduzir os entraves às empresas e reforçar um ambiente de qualificação, ciência, inovação e regulação adequado às necessidades das empresas e ao crescimento sustentado da economia», concluiu.

 

Foto: Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, no debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2016, Assembleia da República, 23 fevereiro 2016 (Foto: Jorge Ferreira)