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«O objetivo estratégico do Estado é garantir uma operação [aeronáutica] relevante a partir do Porto», afirmou o Ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, no encerramento da assembleia-geral do Eixo Atlântico que decorreu na Feira.
Acrescentando que «as decisões relativas a rotas e frequências de voos permanecerão nas competências da comissão executiva» da empresa, o Ministro lembrou: «Do ponto de vista estratégico, a TAP vai ter mais voos a partir do Porto. E este é um grande ganho».
«Percebo a defesa dos interesses da região por parte dos autarcas. Respeito isso plenamente e o Estado também estará sempre à procura de defender os interesses da região e do País, quer no aeroporto, quer com os investimentos ferroviários», acrescentou.
Nesta reunião, os representantes dos municípios do Noroeste Peninsular assinaram unanimemente uma moção de repúdio à supressão das rotas da TAP entre o Porto e as cidades de Barcelona, Milão, Roma e Bruxelas anunciadas pela transportadora aérea nacional.
Estado mantém controlo estratégico
O Ministro referiu ainda que, devido às alterações que o Governo fez no processo de privatização da TAP, «existe a garantia de que as decisões estratégicas para o futuro terão sempre uma palavra do Estado, coisa que não aconteceria se a empresa estivesse privatizada a 100%, provavelmente daqui a dois anos».
«A prioridade é agora que a TAP possa valorizar e permanecer naquelas que são as ligações fundamentais à lusofonia e à diáspora, em África, na América do Sul e do Norte», sublinhou Pedro Marques, acrescentando também que é preciso «preservar a marca TAP e o emprego da TAP em Portugal, bem como capacidade da TAP influenciar positivamente o turismo do País».
Sobre a possibilidade de novas companhias aéreas passarem a operar nas rotas que a TAP se propõe suprimir, o Ministro afirmou: «Parte das razões para esta alteração de rotas por parte da TAP tem a ver com a concorrência, os preços que essa consegue praticar e a estrutura de custos que tem cada companhia aérea.
«Uma companhia de bandeira tem estruturas de custos e condições de viabilidade que são de certeza diferentes das condições das companhias de baixo custo», concluiu Pedro Marques.
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