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2016-01-29 às 16h27

Grande Lisboa assegura urgências para aneurismas e AVC aos fins de semana

Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo

Os quatro grandes centros hospitalares da Área Metropolitana de Lisboa vão passar a assegurar as urgências de aneurismas e acidentes vasculares cerebrais (AVC) durante o fim de semana através de escalas rotativas, a partir de 1 de fevereiro. O anúncio foi feito pelo Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, e pelo coordenador nacional para a reforma do Serviço Nacional de Saúde na área dos Cuidados de Saúde Hospitalares, António Ferreira.

Durante a semana as equipas serão fixas em cada centro hospitalar e ao fim de semana funcionarão rotativamente entre os Centros Hospitalares de Lisboa Norte, Lisboa Central, Lisboa Ocidental e Garcia de Orta.

Os médicos e enfermeiros vão ser pagos pelas horas que estão de prevenção, mesmo que não sejam chamados. Se foram chamados não recebem essas horas e serão pagos por cada intervenção realizada com os incentivos previstos ao abrigo do Sistema Informático de Gestão da Lista de Inscritos para Cirurgia (SIGIC), sendo este valor repartido por toda a equipa. Este modelo não implica mais encargos.

Devolver confiança no SNS

O Secretário de Estado destacou que esta solução foi encontrada pelos próprios profissionais e teve a supervisão do Ministério da Saúde, valorizando a partilha de recursos no Serviço Nacional de Saúde e a cooperação entre as várias instituições, o que vai «devolver aos utentes a confiança no SNS».

O Ministério da Saúde tinha-se comprometido a resolver o problema da falta de equipas para operações de urgência aos fins de semana até dia 1 de fevereiro após a morte de um doente no Hospital de São José por falta de equipas de prevenção. Logo imediatamente foi provisoriamente montado um esquema rotativo.

Seguidamente, o Ministério pediu aos hospitais de todo o País que fizessem o levantamento das situações mais críticas de carências de especialistas, para evitar a repetição destes casos e criou um grupo coordenador da Urgência Metropolitana de Lisboa.

Avaliação

Foram também criados indicadores de avaliação, que serão apreciados ao fim do primeiro mês de funcionamento do sistema. Serão ainda formados internos para compensar a escassez de médicos desta área e assegurar a renovação de quadros médicos.

Fernando Araújo agradeceu aos profissionais da saúde e dirigentes hospitalares a forma «aberta, disponível, empenhada e responsável com que trabalharam» para resolver o problema. Importa agora fazer «um acompanhamento constante de forma a monitorizar os resultados para podermos fazer os ajustes necessários», afirmou.