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2016-01-26 às 21h43

Alterações climáticas obrigam a gestão mais racional da água

Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, no seminário sobre alterações climáticas e agricultura, Lisboa, 26 janeiro 2016 (Foto: Mário Cruz/Lusa)

O Ministro do Ambiente sublinhou «a importância da gestão racional da água em regadio, através da instalação de sistemas mais eficientes de armazenamento, de transporte, de distribuição e de aplicação» num seminário sobre Alterações climáticas a agricultura. João Pedro Matos Fernandes acrescentou que a necessidade de modernização dos regadios através de «redes inovadoras de monitorização e controlo de perdas de água».

«Portugal, até ao final do século XXI, terá de se adaptar a condições progressivamente desfavoráveis para a atividade agrícola e florestal» causada pelas alterações climáticas, afirmou Matos Fernandes no seminário organizado pela Confederação dos Agricultores de Portugal.

Para o Ministro «a redução da precipitação, o agravamento da frequência e a intensidade dos eventos climáticos extremos e o aumento da suscetibilidade à desertificação são cenários de evolução climática com que nos teremos que debater».

À maior eficiência de uso da água «deve ser associada a possibilidade de aumentar a eficiência do uso dos fertilizantes, diminuindo desta forma as emissões de Gases com Efeito de Estufa», uma vez que «os dados preliminares do inventário nacional de emissões mostram uma subida das emissões provenientes do uso de fertilizantes».

Fatores críticos

As alterações climáticas «exigirão que a agricultura, tal como as cidades e todos os setores económicos, se preparem para períodos mais ou menos prolongados de escassez de água, intercalados com picos de precipitação intensa», disse o Ministro, acrescentando que «face aos eventos extremos e maior variabilidade climática, os principais fatores críticos são a disponibilidade de água e a capacidade de rega, a fertilidade do solo e a prevenção da erosão».

O Ministro salientou que «Portugal dispõe de uma Estratégia para a Política Climática que visa uma economia sustentável e de baixo carbono» e uma Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas «que contou com a participação ativa deste setor» e «é um instrumento que, a par das Estratégias para a Agricultura e Florestas, permitirá que o setor, por um lado, aumente a sua resiliência aos riscos de natureza climática e, por outro, mantenha a sua capacidade de produção de bens e serviços e aumente a sua competitividade».

 

Foto: Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, no seminário sobre alterações climáticas e agricultura, Lisboa, 26 janeiro 2016 (Foto: Mário Cruz/Lusa)