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2016-01-25 às 10h33

Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas faz «balanço muito positivo» de visita a França

Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro

O Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas faz um «balanço muito positivo» da primeira visita oficial, de 16 a 22 de Janeiro, a França. José Luís Carneiro esteve em Paris, Lyon e Bordéus onde se encontrou com autarcas, membros do Governo, embaixadas e consulados, universidades e associações diversas, orgãos de comunicação social das comunidades e cidadãos portugueses, com quem trocou impressões, nos postos consulares por onde passou.

Da extensa e intensa visita o governante destaca as garantias conseguidas no ensino do português em França e na colaboração das autarquias com a administração portuguesa. «Tivemos uma grande abertura para as questões relacionadas com o ensino da língua portuguesa no estrangeiro. Em Clermont-Ferrand tivemos a garantia definitiva de que o português continuará a ser ensinado a partir de setembro deste ano», disse José Luís Carneiro. O governante afirmou ter obtido «a garantia das autarquias francesas para sensibilizar as autoridades políticas em França para a importância da inserção, cada vez maior, do português na estrutura curricular oficial do sistema de ensino francês».

Por outro lado, José Luís Carneiro sublinhou ter sentido a «abertura de vários autarcas e eleitos portugueses em Paris, em Lyon e em Bordéus» para uma «colaboração com a Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas destinada a desenvolver atendimento público e apoio aos atos eleitorais».

O governante encontrou nas comunidades portuguesas em França, que integram 1, 2 milhões de cidadãos, uma grande afetividade e alegria pela proximidade e interesse do secretário de Estado. José Luís Carneiro registou também algumas críticas e lamentos, sobretudo no atendimento nalguns postos consulares que viram os meios reduzidos por causa da crise. «Há uma degradação ao nível da falta de recursos humanos e da falta de meios que só o grande empenho dos consulados, esse esforço extraordinário que tem vindo a ser feito ao longo dos últimos três, quatro anos, é que tem permitido ultrapassar uma situação que piorou do ponto de vista dos recursos humanos e das condições, nalguns casos até materiais e logísticas»".

José Luís Carneiro não esqueceu o empenho dos que têm assegurado os serviços do Estado: «Eu queria aproveitar para reconhecer o esforço extraordinário dos nossos cônsules e dos funcionários dos consulados que têm feito das tripas coração para conseguirem garantir níveis de atendimento com qualidade e que dignifiquem o Estado português. E fazem-no com menos recursos para uma maior procura», declarou, lembrando os «novos fluxos de emigrantes que procuraram muitos serviços consulares» ao longo dos últimos anos.

Quanto às medidas que tenciona implementar para combater a falta de meios nos consulados, José Luís Carneiro esclareceu que há «duas experiências que têm que ser aprofundadas, nomeadamente a experiência das permanências consulares e a experiência das antenas consulares que devem ser não apenas consolidadas, como reforçadas».

«Além disso vemos com muito bons olhos esta disponibilidade de muitas autarquias - que pudemos contactar nestes últimos dias - para também poderem auxiliar os nossos serviços consulares e garantir atendimento público em matérias que sejam de maior simplicidade», continuou, acrescentando que o objetivo é «aproximar algumas respostas da administração portuguesa aos cidadãos que vivem nessas autarquias».

Na visita oficial que o levou a Paris, Lyon e Bordéus, o Secretário de Estado lembrou que assumiu «o compromisso de adotar uma política de proximidade proativa, fazendo das comunidades portuguesas uma porta giratória entre Portugal e o mundo e entre o mundo e Portugal em todos os domínios, desde o social, ao cultural e linguístico, até ao empresarial, económico e político».

A França continua a ser um destino preferencial para a emigração nacional. É o terceiro pólo de atração, depois do Reino Unido e Suíça, dos cerca de 100 mil portugueses que têm saído do país, por ano, desde 2010.