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«O Serviço Nacional de Saúde (SNS) não é só algo que proclamamos em momentos festivos. É algo que os portugueses respeitam e temos de fazer alguma coisa para recuperar o prestígio e a boa imagem do sistema», afirmou o Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, na comissão de Saúde da Assembleia da República.
Lembrando que «os países não passam só por bons momentos» e que, «perante quadros de restrição financeira, há sempre a possibilidade de escolhas diferentes», o Ministro referiu que os cortes no orçamento «não são perigosos pela sua plenitude, mas pela falta de seletividade». Em debate na comissão esteve o caso recente da morte de uma pessoa no hospital de São José, em Lisboa, por alegada falta de médicos da especialidade.
«Havia que ter tido a atenção e diligência de perceber que seria pouco prudente deixar de existir uma resposta, tal como havia até 2013», acrescentou Adalberto Campos Fernandes, referindo que «as investigações em curso irão esclarecer o que efetivamente aconteceu».
Sobre os cortes orçamentais e o seu impacto nas respostas da saúde, o Ministro afirmou que «é tão errado culpar os cortes, como dizer que não têm qualquer efeito. Em toda a parte do mundo, quando expomos um país a um quadro de empobrecimento e assim agravamos as condições de vida das pessoas, criamos condições para que a sua saúde piore».
E concluiu, referindo que as demissões que surgiram no seguimento deste caso resultam «de um gesto solidário. Não houve qualquer precipitação».
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