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2016-01-19 às 17h17

Plano 100 acelera financiamento de investimentos com fundos do Portugal 2020

Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, e Secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, visitam empresa panificadora no âmbito do Plano 100, Leiria, 19 janeiro 2016

«Quando chegarmos aos 100 dias queremos ter cumprido 100 milhões de euros de pagamento às empresas», afirmou o Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, referindo-se aos primeiros pagamentos do Plano 100, no âmbito do Portugal 2020. Estas declarações foram feitas após uma visita à empresa de panificação Panicongelados, em Leiria, incluída no Plano 100.

«O objetivo de o Estado pagar a tempo e horas é que o dinheiro - que é das empresas - chegue às mesmas, para que se acelerem os investimentos», sublinhou o Ministro, afirmando ainda que, «só nos últimos três dias, houve pagamentos no valor total de 15 milhões de euros realizados a dezenas de empresas» e «nas próximas semanas, vão continuar a haver mais pagamentos, existindo dezenas de empresas que estão em linha para receber».

Manuel Caldeira Cabral, que foi acompanhado do Secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, acrescentou que «também queremos continuar com este ritmo» de pagamento às empresas, acrescentando que «não é para, ao fim dos 100 dias [do Plano 100], descansar: é para o ritmo acelerar ainda mais».

Ainda referindo-se ao Plano 100, o Ministro afirmou que «quando o Governo tomou posse, havia alguns problemas nos pagamentos devido a questões operacionais. Ativar os fundos comunitários e acelerar a sua expressão era uma questão central do programa de Governo, e foi isso que fizemos com o Plano 100». Depois, «houve o processo de olear a máquina de pagamentos comunitários e de a pôr a funcionar. Agora, o objetivo é fazer chegar o dinheiro às empresas».

Entre as medidas que integram o Plano 100  estão a flexibilização das regras de adiantamentos, a redução da exigência de garantias bancárias e uma nova linha de garantia mútua para adiantamentos.

Manuel Caldeira Cabral disse ainda que a manutenção de um ritmo acelerado de pagamentos às empresas «é essencial, porque só com novos investimentos, como os que aqui vimos, se criam novos empregos – sobretudo, empregos competitivos, capazes de competir à escala mundial».

«O relançamento da economia requer investimento, e são as empresas privadas que o fazem e estão a investir para melhorar a sua produção, alargar a sua capacidade e exportar para mais e novos mercados», afirmou o Ministro. Mas «com o atraso dos fundos comunitários para acelerar os pagamentos, as empresas estavam a atrasar ou a adiar investimentos, porque viam os outros empresários com os seus projetos a não avançar. É esta visão que queremos inverter», acrescentou, concluindo: «Queremos ajudar as empresas para que retomem com mais força o investimento de que o País precisa».

Amanhã, o Ministro e o Secretário de Estado visitarão Aveiro e Guimarães, onde se deslocarão a uma incubadora de empresas da Universidade de Aveiro e a duas fábricas têxteis, respetivamente.