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2016-01-13 às 15h03

Ministra do Mar espera manter quota de pesca da sardinha

Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, e Diretor-Geral dos Assuntos do Mar da UE visitam empresa de transformação de peixe, Sesimbra, 13 janeiro 2016 (Foto: Rui Minderico/Lusa)

A Ministra do Mar afirmou que a decisão sobre as quotas de pesca de sardinha só será tomada depois da avaliação das reservas nas águas portuguesas e espanholas, mas admitiu a sua manutenção. Ana Paula Vitorino disse que «dentro de pouco tempo teremos notícias que esperamos que sejam boas», recorando que a expectativa inicial era de redução.

A Ministra, que falava no porto de pesca de Sesimbra, onde acompanhou o Diretor-Geral dos Assuntos Marítimos e das Pescas da União Europeia, João Aguiar Machado, acrescentou que «existe alguma recuperação (das reservas de sardinha) na costa portuguesa», mas é preciso avaliar também os resultados de Espanha.

«Só depois de se confrontarem os dados científicos sobre aquilo que se passa nas águas portuguesas e nas águas espanholas é que se poderá fixar a quota de pesca da sardinha para este ano», disse, lembrando que há um período de defeso, em janeiro e fevereiro, que foi acordado com as autoridades espanholas, em dezembro.

Ana Paula Vitorino afirmou também a necessidade de melhorar o acompanhamento científico da evolução das reservas para facilitar as negociações com a União Europeia: «Só tendo uma boa fundamentação científica relativamente à qualidade dos nossos "stocks" é que conseguimos negociar quer ao nível da Comissão Europeia, quer ao nível das quotas que estão sujeitas a controlo, mas que não são definidas por Bruxelas, como é o caso da sardinha».

Embora reconheça a importância económica e culinária da sardinha, a Ministra afirmou que o Governo pretende valorizar outras espécies como o carapau e cavala, que estão muito desvalorizadas face às características que apresentam, quer do ponto de vista nutritivo, quer do ponto de vista da saúde.

«O caso da cavala é um caso de crescimento notável, que aqui há uns anos quase não era utilizada, em que foram feitas campanhas, não só de divulgação para a sua utilização como produtos "gourmet", mas também em termos da indústria conserveira. E estamos a ter um crescimento da venda e do consumo da cavala. Gostaríamos de fazer o mesmo com outras espécies, nomeadamente com o carapau», disse a Ministra.

Tags: mar, pesca
Áreas:
Mar