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«O Governo acredita no potencial da região Norte para transformar estes investimentos numa oportunidade para recuperar a trajetória de convergência com o padrão europeu de desenvolvimento económico», afirmou o Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, referindo-se ao empenho do Governo na ferrovia e noutros equipamentos que melhorem a mobilidade na área metropolitana do Porto. Estas declarações foram feitas na conferência «As vias do Noroeste», uma iniciativa da Câmara Municipal de Gaia e do Jornal de Notícias.
Sublinhando que «a região Norte será objeto de particular atenção» no âmbito do investimento na ferrovia, o Ministro acrescentou que, «até 2020, será possível fazer os seguintes investimentos», com o apoio dos fundos europeus, no montante de 383 milhões de euros:
«Por outro lado, estão já em curso os estudos relativos ao Corredor Ferroviário Aveiro-Vilar Formoso, no âmbito das redes transeuropeias de transporte», afirmou também o Ministro, realçando que «este projeto é essencial para a ligação ferroviária do Norte e Centro de Portugal com a Europa, viabilizando um transporte de mercadorias fundamental para a atividade dos portos do Norte e Centro, em especial Leixões e Aveiro».
No investimento rodoviário, Pedro Marques referiu «a finalização, nos próximos meses, do Túnel do Marão, essencial para a melhoria das acessibilidades de Trás-os-Montes e Alto Douro. Simultaneamente, há em carteira um conjunto de novas obras para o período 2016-2020, na sua maioria em fase de projeto ou de concurso, em que se destaca a intervenção no IC35».
O Ministro referiu «ainda a prioridade que pretendemos conferir à mobilidade urbana na área metropolitana do Porto», lembrando que «a competitividade da região Norte está ancorada no seu potencial exportador».
Apesar dos fundos europeus (Portugal 2020) serem «uma peça chave na dinamização desta estratégia de crescimento económico», Pedro Marques afirmou que «estes incentivos devem ser complementados com soluções que procurem transpor o esgotamento do modelo de financiamento da atividade empresarial».
E é neste âmbito que surge a Unidade de Missão para a Capitalização de Empresas, cuja missão passa – entre outros objetivos – pelo «desenvolvimento de pólos de inovação e conhecimento, que permitam apostar no desenvolvimento do capital humano e na intensificação das relações entre as universidades, as empresas, as entidades públicas e os consumidores de inovação».
«Acelerar a execução dos fundos europeus» é outra área a que o Governo dará primazia, motivo pelo qual «lançámos o Plano 100, com um conjunto de medidas que permitiu desbloquear e acelerar os pagamentos às empresas, sendo que, em menos de um mês, conseguimos triplicar o volume de pagamentos que lhes são destinados (de 4,4 milhões de euros para 12,8 milhões de euros)», concluiu.
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